Uma família brasileira pelo mundo

Moorea, arraias e tubaroes

Sunday, July 31st, 2011

Arraias, tubaroes, esqui auatico, kitesurf, mergulho nos corais. O tempo em Moorea foi o primeiro gostinho das ilhas da Sociedade com direito a tartare de atum branco, sashimi e sushi do fruto das pescarias e muitas frutas frescas. O perfume de tiare, a florzinha que compoe os colares polinesios e as cabecas dos locais eh contagiante e nao dah para nao entrar no ritmo.

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De Tuamotu a Tahiti

Thursday, July 14th, 2011

Recebemos o Fred com sua familia em Fakarava, claro! Depois de tanto tempo conhecendo o atol, resolvemos mostrar para os nossos amigos o que achamos melhor em Tuamotu. O vento virou e nao conseguimos ancorar do lado de fora do aeroporto como era nosso plano. Na vida a bordo, temos que ter planos A, B e C prontos para qualquer emergencia… Escolhemos a ancoragem do White Sands Resort, o unico hotel de Fakarava. Pelos limitados recursos de agua do atol, Fakarava recebe turistas nas pequenas pensoes de familia, sem muito conforto mas com muita autenticidade. O conceito eh super positivo em termos de turismo sustentavel mas no nosso caso, as facilidades de um resort para receber nossos amigos foi altamente conveniente. Shuttle ateh o aeroporto, pier ateh o botinho do Casulo e jantar no restaurante com show de danca polinesia eh um bom comeco para uma aventura no Pacifico Sul.

Dia seguinte, o mar nao abrandava e resolvemos procurar portos mais seguros. Para quem nao estah acostumado ao balanco do mar, uma ancoragem mexida eh pior do que uma velejada. Procuramos refugio na vila de Rotoava aonde poderiamos fazer mais uns provisionamentos. Compramos as famosas baguettes, mais frutas e legumes e partimos para o sul do atol procurando uma ancoragem protegida.
Ao chegarmos lah, encontramos os amigos do catamara Big Fish. Fred e Colleen estrearam o kayak inflavel remando por horas. Luana, Marina e Megan nao paravam de falar e fazer mil planos para as ferias inusitadas que passariam juntas. Joao feliz por reecontrar os parceiros de kite pode mais uma vez ensaiar manobras. Fizemos fogueiras na praia, as criancas experimentaram o kite, todos, exceto eu, snorkearam no passe, Fred e Joao fizeram o mergulho com a correnteza entrando no passe e viram mais tubaroes do que os olhos podem contar. Comemos peixes pescados no arpao, caranguejo gigante presenteado por Jean e cuidamos de acabar com toda a comida que tinha nos armarios do Casulo! Restaurante e supermercado, nem sinal!

Foram dias bem curtidos em cima e embaixo d’agua. O nosso proximo destino Papeete estava a 200 e poucas milhas e tinhamos que partir. Fred lembrou do periodo a bordo conosco em Turks e Caicos no ano passado. Fez vigilia, pescou, tratou e preparou os peixes que pescamos na travessia. Foi uma degustacao com tres preparos diferentes feitos pelo chef Joao e tartare preparado pelo nosso amigo Fred.

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Lembrancas do Casulo em Fakarava

Wednesday, July 13th, 2011


Ficando em Fakarava

Tuesday, July 12th, 2011

Estamos no atol de Fakarava ha 3 semanas. No nosso ritmo de viagem eh raro passar tanto tempo assim porque temos um calendario a cumprir ateh chegar na Nova Zelandia em Novembro. Em Novembro comeca a estacao dos ciclones aqui no Pacifico e o nosso plano eh proteger o Casulo nas aguas frias dos mares do Sul, em uma marina em Auckland.
Mas ficar tem suas vantagens. Conseguimos manter uma rotina, as criancas conseguem fazer escola, Joao consegue sair para explorar e fazer os esportes e eu me sinto mais segura.
Mesmo ficando, cada dia nos surpreende com um cenario novo, vizinhos de ancoragem diferentes ou um clima que muda toda a dinamica. Aqui neste atol que tem quase 30 milhas de um extremo ao outro, podemos viver varios momentos ao reencontrarmos os amigos do barco Evita, ao conhecermos os novos amigos do catamaran Big fish, ao sermos acolhidos pela familia local, ao conseguirmos o tempo para o kite e para o mergulho submarino, ao prepararmos o barco para a chegada do Fred, Colleen e Megan que passam algumas semanas conosco vivenciando a Polinesia.
Daqui devemos velejar 200 milhas ateh Papeete aonde fazemos o ultimo grande provisionamento no Carrefour antes de levantar vela de novo.

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Fakarava, Tuamotus – Casulo volta no tempo

Wednesday, June 29th, 2011

Com as provisoes acabando e ainda isolados da civilizacao no arquipelago de Tuamotus, resolvemos nos virar como os
nativos.
Estavamos passeando na praia quando sentimos um cheirinho gostoso de churrasco de peixe, fomos convidados por Junior,
dono de uma pousada aqui em Fakarava para se juntar a eles. Ofereceram-nos agua de coco fresquinha e um pao de coco
incrivelmente gostoso. Pedi logo a receita e ele de uma forma casual me disse que era soh misturar farinha, coco
ralado e agua de coco. Faz uma massa, molda umas bolinhas, achata, coloca entre duas folhas e poe na grelha, ou em
cima das pedras quentes, quando as folhas queimarem, o pao estah pronto! Falando facil deste jeito, ateh eu! Ele riu e nos sugeriu que se quisessemos aprender um pouco mais tinha uma familia que vivia como antigamente aqui pertinho e eles poderiam nos receber. Por que nao?

Mudamos o rumo e fomos ancorar na baia mais tranquila que jah estivemos no Pacifico. A familia mora pertinho da praia
em uma cabana feita com palhas de coqueiro. Criam porcos, patos, galinhas e coelhos. Plantam beringela, melancia,
mamao, manga, ervas (ateh a proibida). Vivem da coleta da copra (tiras de coco seco que sao vendidas para uma fabrica
no Taiti para producao de cosmeticos) Trabalho duro e braçal que garante o sustento deles.
A matrona da familia foi logo nos abraçando e perguntando sobre a nossa vida a bordo. Benoît, o genro dela, perguntou
se o Joao nao queria ir pescar com arpao  assim ele poderia mostrar quais os peixes que podem ser comidos. Aqui
tem o problema da ciguaterra, alguns peixes de coral tem uma toxina que pode deixar um homem de cama por até três
semanas. Joao se animou e foi à pesca.
Fiquei com as mulheres em terra e fomos logo procurar os cocos para o pao.Coco quase seco para poder quebrar e ralar. Tudo na mao. Elas me mostraram como rasgar o coco e quebrar com um facao depois sentar na tabua de madeira com colher serrilhada para ralar em flocos fininhos. Tudo levando muito tempo e ensinado com muito cuidado. Misturamos a farinha com o coco e fizemos uma massa melada. Depois fomos fazer o fogo, recolhendo gravetos, cortando lenha e coletando conchas e pedras porosas. Mais trabalho. Depois que o fogo estava feito e as pedras bem quentes, fomos procurar as folhas para servir de base para o pao. Folha, pao, folha no fogo taitiano improvisado. Enquanto, o pao assava, fomos recolher palhas de coqueiro para fazer os pratos para servir.

Maheata, a senhora timida e simpatica, ensinou às meninas como fazer pratos, bolsas e ornamentos com as palhas.
João e Benoît voltam euforicos com varios peixes vermelhos, dois melros e um peixe chato e cinzento. Trazem tambem
umas conchas e um caranguejo imenso. Lavam e preparam tudo à beira da praia.
Preparamos os peixes no mesmo fogo que havia assado os pães e temperamos com limões daqui e leite de coco fermentado
com um caranguejo miniatura da região.  Acabamos de preparar nossa refeição polinesia ao entardecer com o sol se
pondo languidamente no mar.
Comemos nosso peixe e pão sobre folhas com a mão como eles fazem. Tudo uma delicia!
Para nós foi uma experiência totalmente nova.
Depois dessa nos sentimos mais capazes de sobreviver apesar das limitações.

Foi tudo feito na mão do começo ao fim como antigamente.

Nunca mais posso reclamar do trabalho de cozinhar a bordo com todas as facilidades que temos no Casulo! ;-)

Fatu Hiva, Hiva Oa, Ua Pou

Tuesday, June 7th, 2011

Hiva Oa é a segunda maior vila das Marquesas e a primeira parada oficial para quem vem de Galápagos. Aqui foi o lugar escolhido por Paul Gauguin, o pintor rebelde que ficou famoso pelos seus retratos das beldades polinésias, e por Jacques Brel, o cantor belga que imortalizou Ne Me Quitte Pas.  O túmulo dos dois virou atração para os turistas e foi construído um centro cultural para Gauguin aonde pudemos entender um pouco mais da escolha do artista.

As Marquesas sao um arquipelago em forma curva situado bem no meio do Pacifico. Estamos aqui na metade do caminho da Nova Zelandia. Nas magasins vimos alguns produtos da Nova Zelandia para vender: carne, manteiga, queijo e biscoitos Tim Tam. Compramos muitas baguettes e congelamos para poder ter um pao quentinho sempre que sentirmos vontade. Hoje ao sairmos para explorar a ilha, descobrimos um mercado ao ar livre aonde vendiam caretas entalhadas em madeira (aqui chamam TIKIS, a cada conjunto de ilhas, eles mudam um pouco mas a tradicao eh semelhante!). Era tudo simples mas muito animado. Musica, flores e artesanato interessante mas tudo carissimo! O custo de vida aqui eh proporcional a distancia da civilizacao ainda temos muita coisa estocada desde o Panama. Estamos sendo muito criativos para usar tudo.

Ilhas Marquesas, Pacifico Sul

Friday, June 3rd, 2011

Nossa primeira parada no Pacifico Sul foi a ilha de Fatu Hiva. Depois de 18 dias de muito mar, sempre eh uma alegria chegar! A vida a bordo eh cheia de contrastes e faz com que apreciemos cada momento. 18 dias sem dormir, 18 dias de suspense, 18 dias como um ponto perdido no meio do oceano. Ao longo da passagem, ficamos em contato pelo email via satelite e mandamos nossa posicao pelo SPOT. Fizemos uma media de 160 milhas por dia com um vento Leste e Sudeste. As criancas foram maravilhosas e sempre se ofereciam para ajudar. Leram muito e foram extremamente criativas como utilizar o tempo. Eu e o Joao nos revezavamos no leme. Alias, ele ficava no leme e eu de vez em quando dave uma folga! :-) O nosso capitao foi um heroi e trouxe o nosso Casulo com maestria por mais 3000 milhas.



Fatu Hiva foi a nossa primeira parada. Uma ilha vulcânica repleta de verde. Uma ancoragem difícil com fundo rochoso, vento canalizado entre montanhas e muito concorrida com tantos barcos disputando o espaço limitado. No final, todo mundo se ajudou e conhecemos pessoas maravilhosas nos barcos vizinhos. Um perdeu o bote, outro perdeu o guincho, outro virou o bote… Sempre tinha alguma coisa acontecendo nos idas chuvosos e com vento que passamos por lá.
Uns caçadores vieram nos oferecer um porco selvagem que tinham acabado de pegar. Usam vários cachorros para poder encurralar a presa e nos mostraram orgulhosos aquele suino preto e ensanguentado. Queriam trocar por rum, cigarro ou munição! Deixamos para outro barco fazer a troca com eles. Quem tem rum aqui nesta ilha, tem ouro!
Conseguimos dar uma escapada para visitar uma cachoeira. Para chegar lá foi uma aventura em si. Marcelo, nosso amigo italiano, foi conosco nos contando estórias de sua viagem enquanto nos refrescávamos com as frutas que pegamos no caminho. Foi um contraste ficar tanto tempo no interior verde para quem vive na imensidão azul.

 

 

Mais Galapagos

Friday, April 29th, 2011

Só agora estou podendo postar as fotos de Galapagos da nossa primeira internet em Tuamotus, quase 2 meses depois. Coisas de quem vive no mar. É difícil escolher dentre tantas imagens marcantes e tantos momentos inesquecíveis. Aqui vai uma amostra curta de quem tem pouco tempo online para postar tanta coisa.

Luana com uma tartaruga gigante. Espécie que só existe em Galápagos.
Aqui é um foto do meu pássaro favorito – o piquero pata azul (blue footed boobies). Eles parecem os pássaros mais desengonçados em terra mas quando estão pescando em grupo dão um show de maestria em voos certeiros que não dão chance alguma para o peixe.
 


Iguana amarela de terra, também uma espécie que se readaptou às condições deste arquipélago mágico que é Galápagos. O contraste das suas escamas claras com a terra escura é o que mais gosto nesta imagem.

Os amigos queridíssimos Eduardo e Beth que vieram compartilhar momentos tão especiais conosco. Viajamos em um cargueiro, dormimos em pousadas escabrosas, comemos pratos muito esquisitos e demos muita gargalhadas juntos descobrindo as ilhas de Darwin.
Luthiano, Valesca, Thales e Thaila nos surpreenderam com a visita. O pequeno Thales andou de avião grande, avião pequeno, lancha super rápida para poder encontrar o Casulo em San Cristobal. Foi muito bom poder compartilhar nosso espaço e nossas vidas com o Luthiano e a Valesca grandes amigos que acompanham nossa viagem deste o comecinho. O Thales passou muito mal no Casulo mas é mais uma experiência para ele contar quando tiver grande…

Vulcao Sierra Negra, Ilha Isabela, Galapagos

Thursday, April 28th, 2011

Encontramos os amigos do veleiro Evita e fizemos uma cavalgada ateh o topo do vulcao Sierra Negra em ilha Isabela. As criancas adoraram a corrida nos pangares e o visual lunatico do vulcao negro adormecido.

Dicas de Galápagos

Saturday, April 23rd, 2011

Acabamos de chegar de uma excursão pelas principais ilhas de Galapagos.

San Cristobal é a mais a leste, aonde param todos os barco que chegam a partir do Panamá. Aqui o que vale a pena é ver os lobos marinhos que tem um lugar privilegiado no calçadão da cidade. À noite, a colonia se reune e são milhares amontoados na praia. É uma diversão ficar observando como interagem entre si. Aqui tem uma caminhada até o centro de interpretação aonde eles procuraram sintetizar a história deste arquipélago.  O centro deixa a desejar mas a partir dele tem uma trilha para a estatua de Darwin e para um lugar muito especial para fazer snorkel.
Santa Cruz é bacana porque é mais agitada. Tem um malecon (ruazinha a beira-mar) animado com lojinhas e restaurantes mais elaborados. Um contraste com o que eu esperava de Galapagos. Lá pode-se completar o supermercado porque tem quase tudo. A estação Charles Darwin lá é muito legal porque dá para ficar bem pertinho das tartarugas gigantes. As crianças ficaram impressionadas. Tem uma programação para umas fazendas para ver as tartarugas no ambiente natural mas é a maior furada. Fizemos e não faríamos de novo.
Ainda em St Cruz com o taxi aquatico fomos até as GRIETAS (grutas com lagos de agua salgada). É uma caminhada de quase uma hora embaixo de sol mas qdo chegamos na agua geladinha da gruta, o mergulho é restaurador.
Em Isabela, fizemos um passeio para os TUNELES (60 dolares por pessoa, mas como valeu a pena!). Vimos pinguins, piqueros de pata azul, cavalos-marinhos, tubaroes, golfinhos, polvos e dezenas de peixes neste snorkel. É uma viagem!

Tem um snorkel pertinho de onde os barcos ficam ancorados aonde vimos tambem um tubarao enorme. Eu gritava feito uma louca embaixo d’água. Um misto de medo e excitação por ver aquela criatura tão elegante e assustadora bem de pertinho. Não me dei conta que estava de snorkel e que os gritos se propagariam no ar. Resultado: todo mundo que estava perto se assustou mais do que eu porque ficaram imaginando o que poderia ter causado tanta comoção!  Eles não viram o tubarão que eu e Marina vimos! rsrsrsrs
Come-se muito bem em Isabela.

Em Santa Cruz, nos despedimos do Eduardo e da Beth. Ficamos meio incompletos com a partida deles mas foram dias muito bem aproveitados com amigos que topavam quase tudo e que sempre procuravam tirar melhor proveito da situação. Demos muitas risadas juntos e conhecemos lugares inesquecíveis.

Na terça chegam uns amigos nossos do Brasil que devem ficar uns 3 dias conosco antes de ir para as outras ilhas.
Estou aproveitando para colocar o barco e a escola em ordem depois de tantas quebras. Aqui é um eterno recomeçar…