Uma família brasileira pelo mundo

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Ainda em St. Lucia…

Monday, March 22nd, 2010

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Quanto tempo leva para nos sentirmos em casa? Chegamos em St. Lúcia sem qualquer pretensão a não ser abastecer o barco de água e consertar o dessalinizador. Fomos ficando, fomos gostando e já estamos aqui há quase 15 dias! Conseguimos arrumar o barco, organizando tudo mas enquanto encontramos umas coisas e perdemos outras… 
Aqui, a Nicole ajudando na limpeza. Luana e Marina fazendo de conta que trabalham. Como disse o Haroldo, trabalhar com este visual não é nada mal, mas ainda cansamos do mesmo jeito! Mas também como vale a pena ver o resultado!

Na quinta feira, teve uma festa no deck da marina. Um superyatch estava com carne sobrando e resolveu oferecer para todos os barco um churrasco. Foi uma festa improvisada que conseguiu reunir todo mundo e quebrar o gelo. Nesta festa, conhecemos a tripulação de um super yatch que nos levou para um tour no barquinho que pode ser alugado por U$180.000,00 por semana, sem comida, nem combustível incluído. Conhecemos também um casal muito simpático, Jeff e Jan Bullen que resolveram trocar a Inglaterra pela pacata vida em St. Lúcia. Eles nos convidaram para conhecer o interior da ilha com eles no Domingo e entender um pouco mais deste pedaço do Caribe.

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Saímos cedo em direção a uma cachoeira. Com a falta de chuva, não esperava grande coisa. Mas foi uma festa para as crianças.
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Depois Jeff e Jan forma nos explicando sobra a ilha e nos levando em direção ao sul aonde paramos para almoçar em um restaurante típico.DSC00957

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O restaurante era um self-service e nos lembrou muito o Brasil.  No cardápio, cozido de carneiro e ensopado crioulo de frango. Para nossa surpresa, o suco servido era de tamarindo! A abundância de bananeiras que vimos na ilha justifica o uso farto desta fruta na culinária. Encontramos até pamonha e podemos fazer a conexão com os Caraíbas, população indígena da Ámerica do Sul DSC00958que deu nome ao Caribe e provavelmente trouxe para cá também o costume de preparar o milho com leite de coco cozinhado embalado na própria folha. As crianças estavam exaustas depois de andar na traseira da camioneta do Jeff por duas horas e só revigoraram com o buffet de doces.   
 DSC00969 Esta é a visão a partir da agradável casa que o Jeff e a Jan construíram na baía de Marigot Bay.

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À noite, tínhamos um encontro com Steve, Beans, Mike e Judy que estão a bordo do Uhuru. Os dois irmão são fotográfos profissionais e curtem uma aventura. Steve nos deu muitas dicas sobre a costa leste americana e nós ficamos de coletar mais informações sobre a costa Brasileira aonde ele vai passar para chegar até a Antartica. Podíamos ter passado a noite inteira conversando mas na manhã seguinte todos tínhamos que nos organizar para partir…DSC00979

Marina e Emma virarão superamigas e poderiam ter brincado também para sempre. Mas Emma só veio passar uma semana com os tios e amnhã volta para California. Em pouco tempo, conhecemos pessoas sensacionais com histórias incríveis para contar. Trocamos muitas dias, idéias e os momentos que passamos juntos permanecerão. Mas agora é tempo de partir.DSC00928

Na ilha de Santa Lucia há dois Pitons que são formações vulcânicas formadas pelo enrijecimento de magma. São picos imponentes que marcam o relevo da ilha. Este desenho fiz quando ainda estávamos na baía de Soufriére (francês para saída de enxofre). Como a ilha está muito seca, há foco de incêndio que não podem ser debelados e assistimos impotentes a queima da mata. Neste dia, um dos pitons em chamas criava uma visão magnífica.

Tratos no Casulo

Thursday, March 18th, 2010

Desde que chegamos na marina de Marigot que a lista de tarefas do que fazer no Casulo não para de crescer. O problema mais grave que era o dessalinizador de água continua sem solução porque peças só encontraremos em Martinica. Pelo menos, consertamos a vela e estamos dando uma limpeza geral no barco que depois de tanta aventura estava mesmo precisando.

Aos poucos, entramos em uma rotina. Consegui uma companheira de yoga e logo pela manhã vamos para um pavilhão zen. Praticamos yoga por 1 hora quando todos ainda dormem. O João está conseguindo fazer academia e as crianças ficam pedalando enquanto assistem um pouco de tv também na academia toda refrigerada. A Nicky aproveita para fazer internet porque o computador é concorridíssimo! Quando todos voltam, tomamos café e começamos a escola. Divido as tarefas do barco  com a Nicole enquanto o João improvisa um escritório a bordo aonde estamos resolvendo ainda uma série de pendências do Brasil. Aqui o esquema lembra o do Brasil com mão de obra disponível e a tarefa de esfregar e polir o barco já foi transferida para o Stanley e o almoço chega em quentinhas pelas mãos do Lawrence. Ainda perpetua-se por aqui o modelo de dominação branco escravagista de séculos atrás. Os cargos mais importantes são para anglo-saxões enquanto, por imposição governamental, apenas os postos menores na área de serviços para empreendimentos estrangeiros devem ser obrigatoriamente ocupados por cidadãos de Santa Lúcia.

Na vida de barco, todo mundo assume alguma responsabilidade e todo mundo é importante por estar fazendo a coisa funcionar. Neste estilo de vido, raramente delegam-se. Todos se debruçam sobre um manual para entender os mecanismos de funcionamento e as prováveis causas do defeito. Faz parte da educação a bordo! Tem-se um cronograma de manutenção dos esquipamentos que implica em disciplina e comprometimento. Pensa-se para frente com um rotina preventiva de limpeza e cuidados para evitar que os problemas aconteçam.  Na comunidade de barcos, há uma grande troca de informações e ajuda mútua de acordo com a especialidade de cada um o que reforça o senso de comunidade e contribui para o crescimento de ambos.

Como bons brasileiros, quando tem mão de obra disponível como aqui em St. Lúcia, a gente logo subcontrata!

Devemos estar saindo de St. Lúcia no Sábado pela manhã em direção a Martinica.

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Marigot Bay – Santa Lucia

Sunday, March 14th, 2010

Ontem saímos depois do almoço para Marigot Bay. O trajeto foi suavemente feito a motor. Estava na proa do barco conversando com a Nicole sobre inteligência emocional. Como é que a gente faz para dissociar tudo o que se fala e se diz de nós mesmos? Como fazemos para não chegarmos até o outro cheios de pré-concepções? Como aprender a respeitar o outro? Ouvir o outro de verdade? Para que cada um possa contribuir, aprender com o outro ao invés de querer que o outro seja nós mesmos?

Chegamos em uma baía que se transforma em enseadas nos manguezais. O lugar que nos ofereceram uma poita, fica contornado por raízes suspensas de árvores do mangue. O guia já nos alertava dos mosquitos e ficamos apavorados porque nenhuma de nossas gaiútas fecha direito e pelos prognósticos íamos passar a noite em claro sendo devorados por mosquitos caribenhos.
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Paramos do ladinho do Santa Paz e do Planckton, dois veleiros brasileiros que estão também desbravando o Caribe. Ambos tinham a base em Parati e há algum tempo que planejavam uma viagem maior. O Santa Paz pretende chegar a Nova Zelândia via Panamá como nós. O Planckton faz o circuito Açores – Portugal- Espanha – Canárias – Cabo Verde e Brasil. Os dois barcos são capitaneados por skippers altamente qualificados e fazem charters por trechos pré-organizados. É uma experiência inesquecível e riquíssima. Quem estiver querendo passar por uma viagem diferente, deve entrar em contato com eles através dos sites.
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Hoje a creche foi no Casulo e tivemos 5 crianças a bordo. Foi uma farra! Fizemos um núcleo de costura com a Clara e a Marina que finalmente tiraram a máquina bacaninha da tia Alice e fizeram miséria com os pedaços de tecidos. A máquina cantava de alegria ao coser os retalhos de feltro colorido. Quem sabe é o começo de uma carreira promissora no mundo da moda!

 

O outro núcleo era o de história do Ceará aonde Nicole e Luana conversavam sobre a importância de documentos para registrar a história. No outro núcleo, eu fazia massinha de modelar com o Igor de 2 anos e a Júlia de 4 anos enquanto contávamos a estória dos 3 porquinhos e ouvíamos o cd do Sítio do Picapau Amarelo! Em meio a esta algazarra, o João tentava entender os meandros da bolsa de valores. Não podíamos ter um ambiente de trabalho mais animado.

Agora a creche foi transferida para o Santa Paz e eu estou aproveitando para decodificar o OneNote e organizar a minha vida, o planejamento das aulas, o planejamento da viagem, os trabalhos pendentes no barco e os trabalhos que estamos nos propondo a realizar.
DSC01743Mais tarde, vamos nos encontrar de novo para explorar a vila de Marigot bay e extravasar um pouco da energia desta moçada toda. Sandra do Santa Paz que escreve bonito com sensibilidade redigiu um texto sobre a importância da rotina, dos ritmos. Hoje senti que o Casulo entrou em um ritmo ainda que caótico, mas janelas estão se abrindo e tal qual os retalhos das crianças esperando para serem costurados, estou aos poucos tecendo também a nossa história.
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Casulo Rumo ao Norte

Monday, March 1st, 2010

Zsolt, Tamara e Amaury do Taz que tem sido grandes companheiros de viagem.

Pessoal do Ephemerus: Nelson, Aline e Eduardo. Celia ficou no barco…

Tranquilidade de uma segunda feira de manha em Lovell Village – Mustique

Joao estah melhor e estamos icando velas para Bequia para abastecer de suprimentos. Em seguida partiremos para a ilha de Sta. Lucia para encontrar um veleiro amigo da Africa do Sul. O ceu continua azul eo vento continua soprando… Obrigada pela preocupacao com o Joao e pelo apoio no sufoco!

Veleiros brasileiros se encontram em Mustique

Saturday, February 27th, 2010

O  João continua ruim… Parece que o diagnóstico é diverticulite. Dieta só de líquidos claros para o organismo recuperar. Temos que ir para Martinica para fazer exames mais complexos. Começamos o antibiótico.

Enquanto nós estávamos na clínica, a Nicole, a Luana e a Marina foram fazer um tour pela ilha com a família Suiça que conhecemos e o pessoal do Ephemerus que reencontramos aqui desde que os encontramos na marina em Fortaleza antes de partirem para o Caribe.

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Apendicite, diverticulite ou pancreatite em Mustique

Friday, February 26th, 2010

Intensas dores abdominais. Febre. Ansia de vomito. Moleza. Mal estar. Ainda mais  dor aguda. Todos estes sintomas podem levar a varios diagnosticos. No meio do mar, entre uma ilha e outra sem muita civilizacao, os sintomas parecem se intensificar sob a possibilidade de ser uma infeccao daquelas ou nada…

Ha tres dias que o Joao vem sofrendo com uma dor aguda no abdomem. Ele disse que eh como se uma faca estivesse sendo revirada dentro dos intestinos. Ele estah sem dormir, sem se alimentar e sem ter sossego. Passando por cima da dor conseguiu nos trazer de Mayreau ateh Mustique aonde conseguimos um medico para atende-lo de urgencia. Conseguimos um medico ingles educadissimo que fez todos os exames possiveis dentro das limitacoes de uma clinica precaria para atendimento de uma populacao que atinge no auge 1300 pessoas aqui em Mustique.

 O diagnostico eh ainda impreciso e o nosso capitao estah sob observacao. Mas a dor estah melhorando e a hipotese de infeccao foi eliminada. Imagina ter que movimentar um barco para outra ilha com mais recursos para ter que ser internado de urgencia?

Tem umas facilidades de vida urbana que nesta hora tornam-se muito valiosas.

Mustique eh uma ilha privada com apenas 100 casas controlada rigidamente pela associacao dos moradores que tem tambem participacao na ilha. Tudo eh impecavelmente mantido. O aeroporto, as estradas de concreto, as praias. A ancoragem eh proibida e apenas podem ficar 23 iates por vez presos a boias que custam 75 dolares americanos por 1 a 3 noites). 

A ilha eh de fato um paraiso particular.

Tobago Cays – um paraiso embaixo d’agua

Monday, February 22nd, 2010

Estou quase sendo demitida da tarefa de blogueira! Sem computador e sem internetfica dificil… mas com um visual desses, a gente tem que dar um jeito de compartilhar com os amigos.

A temporada do Caribe realmente estah comecando agora para mim. Tobago Cays foi uma experiencia inacreditavel. Sao corais lindos rasinhos que podem ser facilmente explorados de snorkel. O espaco eh bastante concorrido. Sao dezenas de barcos que querem fazer parte daquele paraiso submarino.

As tartarugas nadam juntinho com a gente e os peixes multicoloridos jah nem se assutam com tantos flashs das maquinas subaquaticas. Dah para se perder facil naquela imensidao magnifica e se imaginar um peixe tambem.

As atividades sociais do Casulo voltaram a toda e conhecemos varios outros barcos. Jah saiu a primeira feijoada improvisada do ano!

Agora estamos velejando junto com uma familia suica com um filho de 12 anos que fala portugues e eh um encanto. Todos se entrosaram muito bem e as criancas e Nicole comecaram o curso forcado de frances.

Bequia no Valentine’s day

Sunday, February 14th, 2010

As ilhas do Caribe

Saturday, February 13th, 2010

Falamos muito das ilhas do Caribe, mas quando chegamos aqui eh que vimos que sabiamos quase nada… O nome Caribe vem do povo indigena que habitava na regiao antes da ocupacao Europeia. Vamos escrever um pouco sobre cada umas das ilhas que formos passando.

Saimos de Barbados que recebeu este nome quando foi descoberta por Portugueses na epoca da descoberta do Brasil. Foi depois redescoberta por ingleses que impuseram sua lingua e seus costumes por lah. Eh um pais independente cuja principal fonte de renda é o turismo. A moeda local é Barbados e equivale a 1 Real.

Estamos agora em Bequia que fica a 1oo milhas nauticas de Barbados mas jah pertence a outro pai: São Vicente e as Grenadinas. No arquipelago das Grenadinas tem umas ilhas mais famosas comoMustique que é uma ilha particular. Nosso plano é partir daqui para Saint Vincent e depois para Santa Lucia.

Hoje, vamos trabalhar no barco e colocar um pouco de ordem nas nossas vidas.

Babados em Barbados

Thursday, February 11th, 2010

Estamos finalmente nos despedindo de Barbados e da movimentada baia Carlisle em Bridgetown. Foi um periodo maior do que imaginavamos, mas valeu por ter dado certo o visto para os EUA aonde devemos nos proteger da estacao dos furacoes. Amanha, partiremos com vento fraco para GRENADA enquanto todos vcs do Brasil estao se preparando para se esbaldar no carnaval!

Aos poucos, estamos recuperando o ritmo de viver a bordo. Noa tem sido muito facil especialmente para mim. A Nicole tem sido uma excelente tripulante e uma iramzona para as criancas. As meninas a adoram e ela tem nos ajudado muito! Para ela tambem nao deve estar sendo facil mudar tao radicalmente de ritmo, mas ela eh uma danada e se adapta a TUDO.

Barbabos ainda estah quente e os turistas aqui parecem nunca acabar. Todos os dias tem pelo menos uns tres grandes cruzeiros transbordando de americanos. O sol sempre brilhando, as praias branquissimas, a agua cristalina e a promessa de um verao sem fim continuam sendo um apelo forte para transformar aqui em um importante destino turistico. Aqui ha muitas opcoes de condominios para uma estada mais prolongada e hoteis requintados para quem nao quer economizar em conforto. O turista medio daqui tem 60 anos, uma camisa florida, um chapeu de palha e alguns dolares no bolso que transformados em Barbados conseguem fazer uma festinha. Vamos agora ver o que tem mais pelo Caribe.