Uma família brasileira pelo mundo

  Category of Reflexões

Cuba dos Cubanos ou do Fidel?

Tuesday, February 8th, 2011

Cuba eh um pais de uma parada soh pelas excessivas regulamentacoes. De barco poderiamos explorar muito mais, mas nos sentimos amarrados. O maior medo da policia maritima de Cuba eh que um Cubano sorrateiramente entre de gaiato nos barcos estrangeiros e pegue uma carona para fugir do pais. Eh inacreditavel que em uma epoca como a de hoje ainda existam presos no seu proprio pais.
Perambulamos por Havana Vieja e podemos ver uma cidade em decadencia. Muito parecida com outras cidades latinas com forte influencia Espanhola. A diferenca eh que praticamente nada foi feito de novo e fica aquele ar de abandono. Vimos uma praca sendo restaurada mas nao nos deu um sentimenot de identidade. Quem eh este Cubano hoje? O que eh Cuba hoje? A pergunta ficou no ar e nao conseguimos responder durante o perio do que estivemos por lah. Talvez porque naso tenhamos encontrado os idealistas. Encontramos pessoas ligadas ao turismo, avidas por dinheiro como em qualquer pais capitalista. Vimos um documentario que acabava com a mesma pergunta: Quem eh de fato Fidel? E o que ele queria ao fazer a revolucao? Qual o balanco depois de tantos anos? Serah que valeu a pena?

Sorte ou azar?

Thursday, July 9th, 2009

Há um tempo atrás, eu li um livro em inglês que se chamava algo como Zen budismo para crianças. Apesar do título pretensioso e da leitura rápida e descompromissada, o livro era uma interessante coletânea de fábulas que procuravam passar mensagens de Buda. A estória que mais me chamou atenção foi uma que nos fazia refletir sobre o que era sorte ou azar. No conto, um jovem acidentalmente quebra a perna. O narrador pergunta: “Sorte ou azar?” Azar, respondi com segurança. O narrador continua o relato com um tom malicioso. “Dias depois é deflagrada naquele país uma guerra e todos os jovens são alistados para o combate, exceto o jovem cuja perna foi quebrada. Sorte ou azar?” Sorte! O narrador então prosegue com uma série de eventos alternados que se sucedem desencadeando outros inesperados. Esta cadeia de eventos que se entrelaça e se expande desafia nossa definição simplória de sorte e azar, alertando-nos para a possibilidade de ver além do agora e e admitir que o estamos vendo no momento como negativo pode nos levar a consequências positivas.
Isto aconteceu ontem aqui em Siracusa. O plano era acordar cedo e ir ao mercado local para abastecer. É sempre uma excelente oportunidade para experimentar os produtos locais, frescos e comercializados por gente também da terra. Acabamos acordando tarde e demorando para preparar o café da manhã das crianças. O Ivan está com uma amiga alemã a bordo e a rotina ficou um pouco alterada.DSC08855

Tempo suficiente para a guarda costeira Italiana nos pedir para mudar a posição do barco pois estava na zona de acesso para a marina e para o canal. Pouco mas estava. Resolvemos fazer a mudança logo antes da nossa incursão na cidade. Tiro a âncora, o João maneja o Casulo e vamos procurar um lugar na disputada baía de Siracusa. Tentamos uma vez mas a âncora não segurou no chão lamacento. Sobe-se a âncora de novo e começa-se de novo em outro lugar. Às vezes temos que fazer isto várias vezes para garantir que a âncora não draga. Para ter certeza, o Capitão sempre dá uma ré forte no barco como que simulando uma ventania para confirmar que a âncora está segura. Ontem, enquanto ele dava rá, o motor apitou e parou. Piiiiiiiiiii = problema! A corda do dinghy enrosca no motor e por segurança, o motor trava. O João pega a máscara e snorlkel e mergulha para resolver. Mergulha várias vezes mas a corda parecia impossível de desenroscar entre a hélice e o suporte cônico que a encerrava. O João faz hiperventilação para ficar submerso mais tempo, em vão. Peremptório, ele diz que tem que cortar a corda. Corda cortada e ainda mais enganchada, sem ceder.  O jeito é mergulhar com tanque para poder trabalhar embaixo d´água com calma. Longos minutos depois, ele emerge triunfante com a corda.  Antes de sair, ele resolver checar o outro motor e vê uma diferença entre os dois. Está faltando parafuso! A hélice do motor de bomobordo estava solta!
Por causa da corda enroscada e da sacada dele de observar e comparar os motores, ele viu que a hélice estava completamente solta e poderíamos perdê-la a qualquer momento. Então a corda foi “Sorte ou azar?”
Na caixa dele de ferramentas que tem quase tudo, ele encontrou o parafuso do diâmetro certo, as aruelas adequadas. Porque tínhamos o tanque de mergulho cheio, o conserto embaixo d´água conseguiu ser feito pelo Capitão improvisando uma ferramenta ou outra.

DSC08856 Por causa deste evento, não saímos da baía conforme o previsto, não fomos ao mercado e acabamos transferindo tudo para amanhã. Sorte ou azar? Só o tempo dirá…