Uma família brasileira pelo mundo

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Depois de um tempo, a gente aprende ou devia aprender…

Monday, June 15th, 2009

After a while, you learn the subtle difference
Between holding a hand and chaining a soul,
And you learn that love doesn’t mean leaning
And company doesn’t mean security,
And you begin to learn that kisses aren’t contracts
And presents aren’t promises,
And you begin to accept your defeats
With your head up and your eyes open,
With the grace of a woman, not the grief of a child,
And learn to build all your roads on today
Because tomorrow’s ground is too uncertain for plans,
And futures have a way of falling down in midflight
And after a while, you learn
That even sunshine burns if you get too much.
So you plant your own garden and decorate your own soul,
Instead of waiting for someone to bring you flowers.
And you learn that you really can endure…
That you really are strong
And you really do have worth
And you learn and learn…
With every goodbye, you learn.

by Veronica A. Shoffstall

A apresentacao deste poema foi atraves de um grande amigo. A traducao para Portugues que encontrei na internet ficou maior… Facam sua escolha e aprendam!

“Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.

Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.

E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…

E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.

E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.

E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…

Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.

Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.

Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.

Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.

Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…

Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…

Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.

Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.”

Pintando a natureza

Thursday, February 19th, 2009

Painting nature

Upload feito originalmente por The Limas

Estávamos em um restaurante na Turquia, chamado Buk. Cada país tem uma forma de receber os veleiros que por ele navegam. Na Turquia, o modelo que funciona é um misto de restaurante/atracadouro com um deck simples, as vezes flutuante aonde os barcos atracam e consomem no restaurante como pagamento. Nesta tarde, estávamos quase sozinhos e resolvemos tirar o material de pintura para registrar aquele momento. O deck de madeira era perfeito porque não precisava limpar depois. Chapéus para proteger do sol de rachar, paciência e muita disposição era só o que precisávamos. Fizemos muitas descobertas e tivemos uma tarde inesquecível apenas utilizando tempo, tinta e imaginação.

Como não sofrer por antecipação?

Thursday, February 19th, 2009

Ontem passamos por uma situação que mexeu muito comigo. Consegui finalmente marcar uma consulta médica para as crianças. Quando eu falei isto, a minha filha mas velha começou a ficar em pânico. “Será que vou ter que fazer exame de sangue?”, ela começou a me perguntar com olhar rogatório para que a assegurasse do contrário. “Talvez”, tive que responder com a sinceridade da dúvida. Na sala de espera, ela já começou a reclamar de dores do estômago e sutilmente pediu colo. Durante a consulta, ela estava agitada e ansiosa e de vez em quando soltava a pergunta crucial de novo – “exame de sangue?”. O veredito final foi o mais desesperador para ela: teria sim exame de sangue. “Vamos fazer logo?” sugeri querendo livrá-la daquele suplício. Pseudo, para mim, mas mais do que real para ela que já estava com as mãozinhas suadas sofrendo com todas as imagens de enfermeiras megeras amarrando-a, arrastando-a por entre corredores, sangue jorrando por todos os lados e gritos aterrorizantes ampliados por paredes imaculadamente brancas. Não adiantava tentar convencê-la do contrário. As palavras eram vãs, armas pífias, diante do horror potencializado pelas suas imagens mentais. Conversamos sobre outros assuntos com o objetivo de distraí-la mas o redemoinho mental em que ela se encontrava era muito mais poderoso. Fizemos as fichas em um laboratório vazio de final de tarde e fomos rapidamente atendidas. A minha filha caçula se prontificou para ser a primeira. Deu o grito e choro clássicos e fim. Abracei-a com carinho e acabou para ela. A outra estava em estado de choque na cadeira ao lado. Um choro aterrorizado desencadeado pelo grito da outra. Pânico. Medo. Todas as imagens mentais materializaram-se a partir do grito da irmã. Quem a convenceria do contrário? Esperneou, chorou, implorou por tudo para que escapasse daquela execução sumária. Diante da situação, um grupo de enfermeiros começou a circundá-la e olhar para mim como que dizendo: “Ao seu comando, ela está no papo!” Abracei-a mais forte e pedi a todos gentilmente que nos deixassem sozinhas. Levantamos, tomamos água e conversamos mais um pouco sempre reafirmando que ela tinha que fazer o bendito exame: voluntariamente ou à força. Voltamos para a cadeira da enfermaria (para ela, elétrica!) e tentamos de novo com ela sentada ao meu colo. Ela colocou a mão a contra-gosto e travou-se. Tivemos que dar um empurrãzinho para que ela mantivesse o braço quieto. Um minúsculo furinho e muito gritos depois, a amostra de sangue estava finalmente colhida.
A reflexão é como sofremos tanto por antecipação? Como criamos imagens mentais tão fortes que nos assolam e nos afligem muito mais que a realidade? Como desmontar desde a infância estes mecanismos negativos? Como trabalhar desde cedo a nossa capacidade de criar um repertório mental que nos proteja para enfrentar o que está por vir?

Meninas na caravela de Colombo

Tuesday, February 17th, 2009

Meninas na caravela de Colombo

Upload feito originalmente por The Limas

Esta foto foi tirada quando estávamos em Baiona na Espanha a bordo de uma réplica da caravela Pinta, uma das que levou Cristovão Colombo à América. O Adam já havia nos deixado para que a minha mãe e minha irmã corajosamente entrassem a bordo. Ela foram excelentes marinheiras de primeira viagem. Conseguimos encontrá-las em Santiago, depois delas terem percorridos 100km a pé! A mamãe falou que foi uma experiência incrível e que todas as dores foram válidas. Nem me dei conta na época mas a nossa peregrinação também estava começando só que pelo mar, sem caminho traçado, nem reta de chegada.
Como dizia o poeta Antonio Machado em Cantares:
“Tudo passa e tudo fica
porém o nosso é passar,
passar fazendo caminhos
caminhos sobre o mar

Caminhante, são tuas pegadas
o caminho e nada mais;
caminhante, não há caminho,
se faz caminho ao andar”

http://zezepina.utopia.com.br/poesialatina/html/poesia041.html

Lembrando do primeiro ano no mar

Tuesday, February 17th, 2009

Começamos a nossa viagem na França, em Les Sables d`Olonne. A visão das claras areias do litoral francês marcaram o início da nossa aventura. Nosso amigo Adam, grande velejador que já havia navegado da Inglaterra até a Nova Zelândia, resolveu embarcar conosco para nos dar o apoio inicial. Ele nos ajudou em todo o processo inicial. Ele acha que ele mais nos ajudou na definição dos equipamentos para preparação do barco, mas na verdade seu maior apoio foi o emocional quando ele nos encorajou a acreditar que não era tão complicado assim… A visão de impotência diante de um mar imenso é a primeira imagem que vem na cabeça de quem nunca velejou e a minha não era diferente. Mar, para o João, simbolizava liberdade e aventura, para mim, era pavor! Adam com sua simplicidade foi desmistificando cada etapa a medida que o João se tornava mais preparado e confiante. Quando ele teve que voltar, fiquei em dúvida se conseguiríamos. Erramos muito e aprendemos muito com cada erro mas nunca deixamos o medo ser mairo do que a vontade de continuar.

Fazendo o blog

Tuesday, February 17th, 2009

Este projeto do blog já é um projeto antigo. Mas para acontecer precisa do envolvimento e do conhecimento. Mas como achar tempo para fazer mais esta idéia acontecer. Colocamos a idéia para o pessoal da Ivia que estão acompanhando a nossa viagem deste o começo e são altamente competentes na área de soluções em tecnologia. Há muito tempo, eles incentivavam a criação do blog como forma de registrar estes momentos especiais que estamos vivendo para poder compartilhá-los com aqueles que quisessem embarcar junto conosco. O Luthiano que é um especialista nesta novas linguagens cibernéticas e que sabe como ninguém como gerenciar projetos me recomendou a ler vários blogs para compreender o processo e aprender com quem está fazendo. Como bom professor, já me passou o primeiro livro da bibliografia “Blog Corporativo” do Fábio Cipriani. Leitura rápida e bem esclarecedora: website é vitrine e blog é conversa. Então vamos começar este blog nesta linha… que ele nasça como um diário virtual que possa servir para estimular discussões e trocar experiências criando um espaço colaborativo aonde possamos todos aprender juntos.

Marina exploring

Wednesday, February 11th, 2009

Marina exploring

Upload feito originalmente por The Limas

Passamos uma manhã muito tranquila em Fomentera. A praia estava deserta e as crianças aproveitaram para explorar tudo.