Ainda em St. Lucia…
Quanto tempo leva para nos sentirmos em casa? Chegamos em St. Lúcia sem qualquer pretensão a não ser abastecer o barco de água e consertar o dessalinizador. Fomos ficando, fomos gostando e já estamos aqui há quase 15 dias! Conseguimos arrumar o barco, organizando tudo mas enquanto encontramos umas coisas e perdemos outras…
Aqui, a Nicole ajudando na limpeza. Luana e Marina fazendo de conta que trabalham. Como disse o Haroldo, trabalhar com este visual não é nada mal, mas ainda cansamos do mesmo jeito! Mas também como vale a pena ver o resultado!
Na quinta feira, teve uma festa no deck da marina. Um superyatch estava com carne sobrando e resolveu oferecer para todos os barco um churrasco. Foi uma festa improvisada que conseguiu reunir todo mundo e quebrar o gelo. Nesta festa, conhecemos a tripulação de um super yatch que nos levou para um tour no barquinho que pode ser alugado por U$180.000,00 por semana, sem comida, nem combustível incluído. Conhecemos também um casal muito simpático, Jeff e Jan Bullen que resolveram trocar a Inglaterra pela pacata vida em St. Lúcia. Eles nos convidaram para conhecer o interior da ilha com eles no Domingo e entender um pouco mais deste pedaço do Caribe.
Saímos cedo em direção a uma cachoeira. Com a falta de chuva, não esperava grande coisa. Mas foi uma festa para as crianças. ![]()
Depois Jeff e Jan forma nos explicando sobra a ilha e nos levando em direção ao sul aonde paramos para almoçar em um restaurante típico.![]()
O restaurante era um self-service e nos lembrou muito o Brasil. No cardápio, cozido de carneiro e ensopado crioulo de frango. Para nossa surpresa, o suco servido era de tamarindo! A abundância de bananeiras que vimos na ilha justifica o uso farto desta fruta na culinária. Encontramos até pamonha e podemos fazer a conexão com os Caraíbas, população indígena da Ámerica do Sul
que deu nome ao Caribe e provavelmente trouxe para cá também o costume de preparar o milho com leite de coco cozinhado embalado na própria folha. As crianças estavam exaustas depois de andar na traseira da camioneta do Jeff por duas horas e só revigoraram com o buffet de doces.
Esta é a visão a partir da agradável casa que o Jeff e a Jan construíram na baía de Marigot Bay.
À noite, tínhamos um encontro com Steve, Beans, Mike e Judy que estão a bordo do Uhuru. Os dois irmão são fotográfos profissionais e curtem uma aventura. Steve nos deu muitas dicas sobre a costa leste americana e nós ficamos de coletar mais informações sobre a costa Brasileira aonde ele vai passar para chegar até a Antartica. Podíamos ter passado a noite inteira conversando mas na manhã seguinte todos tínhamos que nos organizar para partir…
Marina e Emma virarão superamigas e poderiam ter brincado também para sempre. Mas Emma só veio passar uma semana com os tios e amnhã volta para California. Em pouco tempo, conhecemos pessoas sensacionais com histórias incríveis para contar. Trocamos muitas dias, idéias e os momentos que passamos juntos permanecerão. Mas agora é tempo de partir.![]()
Na ilha de Santa Lucia há dois Pitons que são formações vulcânicas formadas pelo enrijecimento de magma. São picos imponentes que marcam o relevo da ilha. Este desenho fiz quando ainda estávamos na baía de Soufriére (francês para saída de enxofre). Como a ilha está muito seca, há foco de incêndio que não podem ser debelados e assistimos impotentes a queima da mata. Neste dia, um dos pitons em chamas criava uma visão magnífica.
