Uma família brasileira pelo mundo

Archive for March, 2010

Chiquita Bacana lá da Martinica

Sunday, March 28th, 2010

Pelo menos para mim, é indissociável pensar em Martinica sem pensar na Chiquita Bacana e aquela marchinha de carnaval. A Martinica mudou muito desde então mas continua sendo um paraíso tropical com bananas a preço de bananas!
A distância de St. Lúcia para Martinica são apenas 20 e poucas milhas. Praticamente nada de barco, porém tudo mudou! É um país novo (território Francês), com outra moeda (Euro), outra língua (Francês, óbvio!) e outra cultura a parte do restante do Caribe. Aqui voam todos os franceses que querem um lugar ao sol. O turismo náutico é fortíssimo e nunca vimos tantos barcos juntos no Caribe como na marina Le Marin.
Estamos esperando o conserto do dessalinizador que está marcado para depois de amanhã. Enquanto isto, procuramos um gastroenterologista para o João. Ao pararmos, descobrimos um vazamento na cabine da Nicole. Para nosso espanto, também descobrimos que clonaram meu cartão de crédito fazendo uma festa às minhas custas na Best Buy nos EUA. 
Não é só em terra firme que os problemas afloram…

Ainda em St. Lucia…

Monday, March 22nd, 2010

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Quanto tempo leva para nos sentirmos em casa? Chegamos em St. Lúcia sem qualquer pretensão a não ser abastecer o barco de água e consertar o dessalinizador. Fomos ficando, fomos gostando e já estamos aqui há quase 15 dias! Conseguimos arrumar o barco, organizando tudo mas enquanto encontramos umas coisas e perdemos outras… 
Aqui, a Nicole ajudando na limpeza. Luana e Marina fazendo de conta que trabalham. Como disse o Haroldo, trabalhar com este visual não é nada mal, mas ainda cansamos do mesmo jeito! Mas também como vale a pena ver o resultado!

Na quinta feira, teve uma festa no deck da marina. Um superyatch estava com carne sobrando e resolveu oferecer para todos os barco um churrasco. Foi uma festa improvisada que conseguiu reunir todo mundo e quebrar o gelo. Nesta festa, conhecemos a tripulação de um super yatch que nos levou para um tour no barquinho que pode ser alugado por U$180.000,00 por semana, sem comida, nem combustível incluído. Conhecemos também um casal muito simpático, Jeff e Jan Bullen que resolveram trocar a Inglaterra pela pacata vida em St. Lúcia. Eles nos convidaram para conhecer o interior da ilha com eles no Domingo e entender um pouco mais deste pedaço do Caribe.

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Saímos cedo em direção a uma cachoeira. Com a falta de chuva, não esperava grande coisa. Mas foi uma festa para as crianças.
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Depois Jeff e Jan forma nos explicando sobra a ilha e nos levando em direção ao sul aonde paramos para almoçar em um restaurante típico.DSC00957

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O restaurante era um self-service e nos lembrou muito o Brasil.  No cardápio, cozido de carneiro e ensopado crioulo de frango. Para nossa surpresa, o suco servido era de tamarindo! A abundância de bananeiras que vimos na ilha justifica o uso farto desta fruta na culinária. Encontramos até pamonha e podemos fazer a conexão com os Caraíbas, população indígena da Ámerica do Sul DSC00958que deu nome ao Caribe e provavelmente trouxe para cá também o costume de preparar o milho com leite de coco cozinhado embalado na própria folha. As crianças estavam exaustas depois de andar na traseira da camioneta do Jeff por duas horas e só revigoraram com o buffet de doces.   
 DSC00969 Esta é a visão a partir da agradável casa que o Jeff e a Jan construíram na baía de Marigot Bay.

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À noite, tínhamos um encontro com Steve, Beans, Mike e Judy que estão a bordo do Uhuru. Os dois irmão são fotográfos profissionais e curtem uma aventura. Steve nos deu muitas dicas sobre a costa leste americana e nós ficamos de coletar mais informações sobre a costa Brasileira aonde ele vai passar para chegar até a Antartica. Podíamos ter passado a noite inteira conversando mas na manhã seguinte todos tínhamos que nos organizar para partir…DSC00979

Marina e Emma virarão superamigas e poderiam ter brincado também para sempre. Mas Emma só veio passar uma semana com os tios e amnhã volta para California. Em pouco tempo, conhecemos pessoas sensacionais com histórias incríveis para contar. Trocamos muitas dias, idéias e os momentos que passamos juntos permanecerão. Mas agora é tempo de partir.DSC00928

Na ilha de Santa Lucia há dois Pitons que são formações vulcânicas formadas pelo enrijecimento de magma. São picos imponentes que marcam o relevo da ilha. Este desenho fiz quando ainda estávamos na baía de Soufriére (francês para saída de enxofre). Como a ilha está muito seca, há foco de incêndio que não podem ser debelados e assistimos impotentes a queima da mata. Neste dia, um dos pitons em chamas criava uma visão magnífica.

Tratos no Casulo

Thursday, March 18th, 2010

Desde que chegamos na marina de Marigot que a lista de tarefas do que fazer no Casulo não para de crescer. O problema mais grave que era o dessalinizador de água continua sem solução porque peças só encontraremos em Martinica. Pelo menos, consertamos a vela e estamos dando uma limpeza geral no barco que depois de tanta aventura estava mesmo precisando.

Aos poucos, entramos em uma rotina. Consegui uma companheira de yoga e logo pela manhã vamos para um pavilhão zen. Praticamos yoga por 1 hora quando todos ainda dormem. O João está conseguindo fazer academia e as crianças ficam pedalando enquanto assistem um pouco de tv também na academia toda refrigerada. A Nicky aproveita para fazer internet porque o computador é concorridíssimo! Quando todos voltam, tomamos café e começamos a escola. Divido as tarefas do barco  com a Nicole enquanto o João improvisa um escritório a bordo aonde estamos resolvendo ainda uma série de pendências do Brasil. Aqui o esquema lembra o do Brasil com mão de obra disponível e a tarefa de esfregar e polir o barco já foi transferida para o Stanley e o almoço chega em quentinhas pelas mãos do Lawrence. Ainda perpetua-se por aqui o modelo de dominação branco escravagista de séculos atrás. Os cargos mais importantes são para anglo-saxões enquanto, por imposição governamental, apenas os postos menores na área de serviços para empreendimentos estrangeiros devem ser obrigatoriamente ocupados por cidadãos de Santa Lúcia.

Na vida de barco, todo mundo assume alguma responsabilidade e todo mundo é importante por estar fazendo a coisa funcionar. Neste estilo de vido, raramente delegam-se. Todos se debruçam sobre um manual para entender os mecanismos de funcionamento e as prováveis causas do defeito. Faz parte da educação a bordo! Tem-se um cronograma de manutenção dos esquipamentos que implica em disciplina e comprometimento. Pensa-se para frente com um rotina preventiva de limpeza e cuidados para evitar que os problemas aconteçam.  Na comunidade de barcos, há uma grande troca de informações e ajuda mútua de acordo com a especialidade de cada um o que reforça o senso de comunidade e contribui para o crescimento de ambos.

Como bons brasileiros, quando tem mão de obra disponível como aqui em St. Lúcia, a gente logo subcontrata!

Devemos estar saindo de St. Lúcia no Sábado pela manhã em direção a Martinica.

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Marigot Bay – Santa Lucia

Sunday, March 14th, 2010

Ontem saímos depois do almoço para Marigot Bay. O trajeto foi suavemente feito a motor. Estava na proa do barco conversando com a Nicole sobre inteligência emocional. Como é que a gente faz para dissociar tudo o que se fala e se diz de nós mesmos? Como fazemos para não chegarmos até o outro cheios de pré-concepções? Como aprender a respeitar o outro? Ouvir o outro de verdade? Para que cada um possa contribuir, aprender com o outro ao invés de querer que o outro seja nós mesmos?

Chegamos em uma baía que se transforma em enseadas nos manguezais. O lugar que nos ofereceram uma poita, fica contornado por raízes suspensas de árvores do mangue. O guia já nos alertava dos mosquitos e ficamos apavorados porque nenhuma de nossas gaiútas fecha direito e pelos prognósticos íamos passar a noite em claro sendo devorados por mosquitos caribenhos.
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Paramos do ladinho do Santa Paz e do Planckton, dois veleiros brasileiros que estão também desbravando o Caribe. Ambos tinham a base em Parati e há algum tempo que planejavam uma viagem maior. O Santa Paz pretende chegar a Nova Zelândia via Panamá como nós. O Planckton faz o circuito Açores – Portugal- Espanha – Canárias – Cabo Verde e Brasil. Os dois barcos são capitaneados por skippers altamente qualificados e fazem charters por trechos pré-organizados. É uma experiência inesquecível e riquíssima. Quem estiver querendo passar por uma viagem diferente, deve entrar em contato com eles através dos sites.
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Hoje a creche foi no Casulo e tivemos 5 crianças a bordo. Foi uma farra! Fizemos um núcleo de costura com a Clara e a Marina que finalmente tiraram a máquina bacaninha da tia Alice e fizeram miséria com os pedaços de tecidos. A máquina cantava de alegria ao coser os retalhos de feltro colorido. Quem sabe é o começo de uma carreira promissora no mundo da moda!

 

O outro núcleo era o de história do Ceará aonde Nicole e Luana conversavam sobre a importância de documentos para registrar a história. No outro núcleo, eu fazia massinha de modelar com o Igor de 2 anos e a Júlia de 4 anos enquanto contávamos a estória dos 3 porquinhos e ouvíamos o cd do Sítio do Picapau Amarelo! Em meio a esta algazarra, o João tentava entender os meandros da bolsa de valores. Não podíamos ter um ambiente de trabalho mais animado.

Agora a creche foi transferida para o Santa Paz e eu estou aproveitando para decodificar o OneNote e organizar a minha vida, o planejamento das aulas, o planejamento da viagem, os trabalhos pendentes no barco e os trabalhos que estamos nos propondo a realizar.
DSC01743Mais tarde, vamos nos encontrar de novo para explorar a vila de Marigot bay e extravasar um pouco da energia desta moçada toda. Sandra do Santa Paz que escreve bonito com sensibilidade redigiu um texto sobre a importância da rotina, dos ritmos. Hoje senti que o Casulo entrou em um ritmo ainda que caótico, mas janelas estão se abrindo e tal qual os retalhos das crianças esperando para serem costurados, estou aos poucos tecendo também a nossa história.
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Casulo Rumo ao Norte

Monday, March 1st, 2010

Zsolt, Tamara e Amaury do Taz que tem sido grandes companheiros de viagem.

Pessoal do Ephemerus: Nelson, Aline e Eduardo. Celia ficou no barco…

Tranquilidade de uma segunda feira de manha em Lovell Village – Mustique

Joao estah melhor e estamos icando velas para Bequia para abastecer de suprimentos. Em seguida partiremos para a ilha de Sta. Lucia para encontrar um veleiro amigo da Africa do Sul. O ceu continua azul eo vento continua soprando… Obrigada pela preocupacao com o Joao e pelo apoio no sufoco!