Começamos aqui um novo ciclo do Casulo. Até a nossa vinda de avião que era para ser sem emoção, foi a mais movimentada e emocionante possível. Começa no aeroporto em Fortaleza que não queriam nos deixar embarcar só com a passagem de ida. Brasileiro só pode viajar com ida e volta! Salvas pelo passaporte Neozelandês! Daí para frente sucedem-se uma série de eventos (ou melhor, desaventos!)
A chegada em Caracas foi um terror! Já vinhamos carregadas de expectativas negativas que todas foram correspondidas. Fomos logo abordados por carregadores de mala que tem um cartel organizadíssimo no aeroporto! Éramos interpeladas a todo instante por alguém querendo fazer o câmbio, querendo vender alguma coisa, querendo nos levar para algum lugar. Paramos vigilantes para fazer um lanche com as crianças embaixo de camêras de vídeo de segurança. Enquanto nos revezávamos para ir ao banheiro, eu levantei para colocar o colírio nos olhos da Marina. Foi o tempo suficiente para duas larápias afanarem o nosso computador. Percebi logo em seguida e comecei uma maratona para informar as autoridades sobre o delito. Foi tudo registrado em camêra mas ninguém faz nada sobre furtos. A grande preocupação do Chavez é drogas com se estes furtos não fossem para financiar armasque impulsionam mais tráfico. Tudo está ligado!
O pior foi perder todas as informações que estavam no pc e no hd externo que estava junto! Fiquei mal. Mas depois de muita ponderação e muito me culpar pelo vacilo do momento, a Luana fez comigo o exercício do feliz da Poliana e me dei conta que podemos reconstruir tudo. Nunca da mesma forma, mas que podemos sim de um jeito ou de outro.
Quase perdemos o segundo voo em Caracas porque mudaram o portão de embarque de última hora. Seguraram o voo para que eu fosse até o porão das malas para que conferissem o conteúdo da minha mala. Depois de uma consulta com um ortomolecular em Fortaleza, estava cheia de vitaminas e me convidaram para tomar umas duas para provar que não estava levando nada tóxico. Era o que faltava!!!
Paramos em Trinidad aonde ficamos com medo até da sombra! Depois dos desaventos em Caracas. Passamos a noite em claro sentadas nas cadeiras duras do aeroporto. Foi uma das noites mais longas que passamos. As crianças dormiam enquanto eu e a Fernanda agarradas com as malas e bolsas lutávamos contra o sono que já nos rondava a 30 horas.
Os aviões iam diminuindo a medida que chegávamos mais próximos de Barbados pela Carbbean Airlines. O último tinha apenas 24 lugares e umas hélices que pareciam insuficientes para levantar voo. Brinquei com a Fernanda dizendo que se tivessemos que fazer mais uns dois trechos íamos acabar voando em um 14 bis.
O João e o Beto estavam nos esperando desde o dia seguinte. Frustrados por ficar no aeroporto na noite anterior por 4 horas sem qualquer comunicação, finalmente conseguiram fazer uma internet precária e saber que chegaríamos 12 horas depois do previsto.
Nada como chegar.
Abraçar o João e ver a família toda junta de novo foi mágico.
Estamos agora em 8 no Casulo. Nicole, nossa sobrinha, chegou intacta e cansada e já entrou no ritmo do Casulo de economizar água, dormir cedo e esperar na fila para fazer internet! Beto e Fernanda estão muito felizes por estarem juntos novamente. Joshua está sempre feliz com tudo!
Agora, metade do Casulo foi para a praia enquanto as crianças fazem tarefas e nós estamos tentando resolver os problemas de terra.
Perdi todas as minhas anotações e muitos emails que eu queria cadastrar e não consegui porque foram roubados. Se eu não lhe mandei um email, envie um email para o contato no Casulo que respondemos assim que possível.