Uma família brasileira pelo mundo

Terra à vista

           Quem nasce em Barbados é barbadão? Alguém aí sabe?

            Último turno antes da chegada. Com duração de três horas para cada dupla, João começou às 21h00 com Lui, seguidos por Joselle e Ivan, e Beto e Felipe.

            Agora, pelas quatro da matina, horário de Fortaleza, a Lua quase cheia começa a se esconder. Vê-se pouco lá fora e monitora-se o barco (velocidades, localização, distâncias, rumo, tempo, profundidade do mar, temperaturas do ar e da água) pelas telas no interior da cabine. A Parasailor leva-nos a uma velocidade média de 6,5 nós (12km/h), com vento de proa e o piloto automático corrige o rumo.

            O céu continua aceso, estrelas e mais estrelas fazem-nos sentir a beleza e a insignificância de viver.

            As luzes de Bridgetown, capital de Barbados, iluminam timidamente o horizonte. Pássaros rondaram o barco e avistamos manchas de água esverdeada. Luzinhas de embarcações aqui e ali. Expectativa.

            Sim, expectativa em relação à nossa temporada de shows de pagode pelas ilhas caribenhas. Aproveitamos para pedir aqui e agora, aos nossos dois ou três inarredáveis leitores, sugestão de músicas que devemos incluir no repertório do grupo do Juan Pagodero. Participe, opine djá e concorra a um DVD dos Casulitos e a um engradado de rum de segunda.

            No jantar de ontem, perguntaram se tem McDonald´s em Barbados. Penso que foi uma indireta contra a haute cuisine que pratico aqui com tanto afinco… Insensíveis…

            Dos víveres, não temos mais banana, pão integral, batata, tomate; mas ainda sobram, dentre outros itens, presunto, queijo, massa para pão de queijo, cebola, limão, maçã, pepino, cenoura, manga, arroz, suco, milho para pipoca, barra de cereal, filé mignon, espaguete, lasanha, biscoito, biscoito e biscoito.

            Assunto técnico e interessante: há três velocidades do barco, que se diferenciam entre si pelo referencial, pelos ventos e pelas correntes marítimas. Calculadas pelo sistema informatizado a bordo, a principal é a velocidade do barco sobre a água; a segunda é a SOG (speed over ground), em relação à terra; e a velocidade em relação ao destino (waypoint).

            Ivan, Lui e eu ficaremos em Barbados até dia 31/jan, quando voaremos para Caracas, onde pernoitaremos para pegar o vôo no dia seguinte para Fortaleza. Lá aproveitaremos para jantar com o camarada Chávez e levar nossas mais sinceras saudações bolivarianas. Até porque a realidade brutal nos aguarda em Fortal, com seus dentes cariados e afiadíssimos. Os demais, João, Beto e Joselle ficarão, aguardando Solange e filhas que chegarão em seguida, juntamente com outra fiel leitora nossa, Fernanda, mulher do Beto.

            Entretanto, para conforto do(a) desamparado(a) leitor(a), prometo continuar enviando relatório diário das nossas impressões e peripécias em território barbadão (se não é assim, acabei de inventar).

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One Response to “Terra à vista”

  1. Bruna Vinuto Says:

    Desamparada!

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