Pai marujo e aventureiro que ficou em terra
Querido Filho e seus Amigos,
Não são apenas dois ou três leitores que acompanham a viagem, como relatou com alívio o Felipe…É que muitos não se manifestam…ou por inveja inrustida ou por não quererem se expressar mesmo. Confesso que me esforço bem mais do que a média para manter as respostas em dia, de forma a preservar o bom astral do Joshua. Imagino que a falta delas possa aumentar a sensação de solidão já proporcionada pela imensidão do mar… Não tenho a facilidade do vosso relator de expressar os sentimentos, mas, por várias vezes me vi com os olhos marejando, ora pela saudade ora por acompanhar os medos, as preocupações, as felicidades, de todos e principalmente do Felipe que procurava traduzir tudo… Uma delas ” já avistei três estrelas cadentes. Tantas, que me faltaram pedidos. Numa delas, acabei pedindo toda a felicidade do mundo para as criancinhas carentes do Brasil”. Me fez com alegria, lembrar meu paraíso ( as estrelas, que também ocorrem lá, perguntem ao Joshua que paraíso é esse…) e com tristeza, o sofrimento de muitos outros…
Os relatos transcritos no blog nem sempre chegaram em ordem cronológica. Ficamos os primeiros dias sem noticias e bastante ansiosos com as primeiras reações de todos e de tudo… A pitada de humor nem sempre disfarçava… detalhes como lasanha “importada” e “marzão invocado” não passaram desapercebidos. Foram importantes para manter o povo de cá mais tranquilo ( ou preocupado)… Que essa experiência vos façam ver o mundo de outra forma, que dê uma dimensão diferente a participação de cada um ao espaço em volta…
Tou com sono…
Aníbal
