Uma família brasileira pelo mundo

Riscos e Recompensas

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Na vida, você tem que se arriscar em alguns momentos. É como mergulhar em uma piscina, segurar a respiração e acreditar que nadando por baixo d´água com fé em você mesmo, você chega do outro lado. A decisão de fazermos esta viagem sozinhos não foi  mais arriscada do que a decisão de romper com tudo e todos para casarmos, a decisão de começar uma vida nova com
crianças pequenas na Nova Zelândia, a decisão de ter filhos!!! Sei que esta
decisão da viagem pode parecer ainda mais arriscada aos olhos da nossa
família pois é algo que nenhum deles fez e a imensidão misteriosa do mar parece mais perigosa do que de fato é.
Sabemos que perigoso é estar vivo! Mas também mais perigoso é passar pela vida sem viver por conta dos medos de coisas que podem acontecer…ou não!

São 4 horas da manhã e faço o turno no comando do barco.

Nada como um bom shift, no escuro da noite, sem interrupções para colocar
tudo na perspectiva correta… até para mim.

Esta viagem assusta sim mas não ficamos pensando nisto. Somos só um
barquinho no meio de um infinito oceânico aonde tudo pode dar errado e facilmente custar nossas vidas mas não focamos nisto. Focamos que vai dar certo, estamos trabalhando para dar certo, dando toda a nossa energia para que consigamos chegar bem do outro lado desta piscina gigantesca.

Se fossemos pensar nos perigos de viajar de avião, não viajaríamos nunca! Se fossemos pensar nos transtornos que podem dar um casamento, não nos casaríamos nunca! Se fossemos pensar no trabalho e na dor de cabeça de ter filhos, nunca os teríamos!

Decidimos pensar positivo e dar tudo de nós para que a coisa funcione.

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