Uma família brasileira pelo mundo

Archive for December, 2009

ETA – Hora aproximada da chegada

Sunday, December 27th, 2009
As preces funcionaram. O vento apareceu. O Casulo voou!
Tivemos muito vento à noite e agora pela manhã, ele parece querer nos soprar
mais rápido ainda.
Já estamos rasgando os nossos VERDES MARES.
Com isso, ajustamos a previsão de chegada para 13 horas (GMT -3) no hotel
Marina e um pouco antes na enseada do Mucuripe. Afinal, o Capitão não vai
perder a chance de dar uma voltinha a mais...

Linha do Equador

Friday, December 25th, 2009
Passamos finalmente da linha do Equador. Estamos no hemisfério SUL!!! Está tão quente mas tão quente e húmido que quase dá para pegar o ar. É como se estivessemos em uma gigantesca sauna a vapor aberta com vento zero. Estamos tendo que racionar o diesel para que não falte até chegar em Fortaleza. Esperávamos mais vento, mas estamos esperançosos que comece a soprar uma certa brisa quando sairmos deste anel de vapor que caracteriza a linha do Equador.
Eu e o João estamos dois zumbis fazendo os turnos e dormindo em doses homeopáticas de 2 horas! A carga elétrica danificou alguns aparelhos e o carregador de baterias. Mas os danos foram mínimos para aquele ataque celeste de raios. Os estoques de comida também vão ser apenas suficientes. Estamos dividindo as últimas latinhas de guaraná antartica compradas ainda em Lisboa!
Se o vento melhorar, só conseguiremos chegar no Domingo dia 27 à tarde, final de tarde! Se não vamos ter que ser soprados pela brisa que aparecer e provavelmente só chegaremos no dia 28! Acho que quando chegarmos, vamos dormir 20 horas seguidas!
Por isso, aproveitem todas as facilidades que vocês tem aí e não esqueçam de tomar aquela cervejinha gelada pensando no calor que estamos sentido agora.

A tempestade

Thursday, December 24th, 2009
Ontem enfrentamos a nossa primeira TEMPESTADE. Tínhamos passado uma situação semelhante em Gibraltar quando o ventou pegou e tivemos que tirar a vela da frente em condições terríveis.Agora, o tempo ficou ainda mais escuro, o vento mais arrebatador e as ondas mais famintas. Coloque várias trovoadas ao fundo seguindo os raios que rasgam o céu. Acrescente a este cenário uma chuva tropical forte. Agora, faça um relâmpago grande cair do céu causando uma descarga elétrica no mar e danificando nosso sistema de navegação. Todos os monitores ficaram brancos e reapareceram com a perda de todas as informações. O piloto automático sai do ar o João teve que ficar no leme procurando manter o barco no curso fora da tempestade. A chuva com vento bate forte contra o Casulo, as ondas arrebentam no casco, o Capitão está imobilizado no timão enquanto eu tenho que procurar nos manuais que nunca li uma solução paleativa para o sistema de navegação. Colocamos o GPS alternativo no microondas desligado da tomada para funcionar como caixa de proteção. Desligamos todos os outros aparelhos com medo de perdê-los. Os trovões chicoteiam o mar revolto e parecem rachar o barco ao meio. O João
navega apenas com a orientação da bussóla, segurando firme no timão que
sofre para manter um curso em um mar tão agitado. Minha cabeça dói enquanto procuro por uma solução milagrosa em cada página de uma linguagem técnica que para mim é grego. Mas todos precisam de
mim, tenho que manter a calma e concentrar no que estou fazendo.
As crianças estão absortas na leitura alheias ao perigo que estamos correndo. As condições lá fora com o vento e com a chuva são desfavoráveis para qualquer intervenção nos equipamentos. Precisamos primeiro sair da tempestade para poder trabalhar em recuperâ-los.
O João que nunca reza, rezou.

Foram horas de suplício até que finalmente vemos uma luz vindo no
horizonte. As nuvens aos poucos foram sendo levadas pelo vento Sudeste e
abrindo uma clareira no tempo para nós. O João volta a ter um sorriso
esperançoso no rosto e a euforia contagia a tripulação.

Com o fim da chuva, o mar acalmou-se e conseguimos resetar o sistema.
Tensão… Deu certo! Tínhamos autopilot de novo e todas as informações foram aparentemente resgatadas. Que alívio!

O Capitão que estava encharcado fez uma rodada de chocolate quente para comemorar. Eu chorei compulsivamente depois do sufoco. Tive tanto medo! Nesta hora, vieram na mente todas as cenas trágicas de filmes de pessoas se afogando por causa de tempestades ou desastres no mar.

Foi horrível!!! Mas agora passou e temos muita sorte de estarmos vivos mas
um dia e mais próximos do nosso destino.
Faltam apenas 420 milhas náuticas.
Já percorremos mais de mil desde Cabo Verde. Êta marzão!!!!

Peixificina

Thursday, December 24th, 2009
Em um dia tivemos uma tempestade, no outro já estávamos celebrando a pescaria. O Capitão João pegou O PEIXE.
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Um belíssimo marlim de 26.8 kilos pesados na balança digital.
O peixão era de fato maior do que ele. Temos uma foto dos dois deitados no
deck do barco para não dizerem que era estória de pescador.  Ele está ficando cada vez melhor com este molinete e os peixes realmente se iludem com a nossa isca lula de plástico.
Claro que eu não tinha condições físicas, nem psicológicas de preparar o peixe com um mar mexido destes por mais troféu que fosse.
O próprio Capitão se encarregou da “peixificina”, tratou e esquartejou o marlim para ser devidamente plastificado e congelado. Será preparado por mãos mágicas em Fortaleza, claro! Lotou um compartimento do freezer e por consciência ecológica, dissemos que chega de pescaria!!!
E a nossa vida aqui, como a de vocês aí sofre altos e baixos como estas ondas que agora nós levam suavemente para atravessar a linha do Equador.
Hoje o dia amanheceu manso e lindo. Nem vestígios da tempestade que tanto nos assustou ontem. E o horizonte parece mais perto do que nunca!!!

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Riscos e Recompensas

Sunday, December 20th, 2009
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Na vida, você tem que se arriscar em alguns momentos. É como mergulhar em uma piscina, segurar a respiração e acreditar que nadando por baixo d´água com fé em você mesmo, você chega do outro lado. A decisão de fazermos esta viagem sozinhos não foi  mais arriscada do que a decisão de romper com tudo e todos para casarmos, a decisão de começar uma vida nova com
crianças pequenas na Nova Zelândia, a decisão de ter filhos!!! Sei que esta
decisão da viagem pode parecer ainda mais arriscada aos olhos da nossa
família pois é algo que nenhum deles fez e a imensidão misteriosa do mar parece mais perigosa do que de fato é.
Sabemos que perigoso é estar vivo! Mas também mais perigoso é passar pela vida sem viver por conta dos medos de coisas que podem acontecer…ou não!

São 4 horas da manhã e faço o turno no comando do barco.

Nada como um bom shift, no escuro da noite, sem interrupções para colocar
tudo na perspectiva correta… até para mim.

Esta viagem assusta sim mas não ficamos pensando nisto. Somos só um
barquinho no meio de um infinito oceânico aonde tudo pode dar errado e facilmente custar nossas vidas mas não focamos nisto. Focamos que vai dar certo, estamos trabalhando para dar certo, dando toda a nossa energia para que consigamos chegar bem do outro lado desta piscina gigantesca.

Se fossemos pensar nos perigos de viajar de avião, não viajaríamos nunca! Se fossemos pensar nos transtornos que podem dar um casamento, não nos casaríamos nunca! Se fossemos pensar no trabalho e na dor de cabeça de ter filhos, nunca os teríamos!

Decidimos pensar positivo e dar tudo de nós para que a coisa funcione.

Saturday, December 19th, 2009
Depois de muita ponderação e reflexão quando saíamos do arquipelágo de Cabo Verde, resolvemos mudar o rumo do nosso barco e direcioná-lo para o sul do Equador, precisamente 3 graus e 43 minutos sul e 38 graus e 29 minutos oeste.
Estamos indo com Casulo e tudo rumo à nossa terrinha!
Não sei se foram as preces das nossas mães, se o aquecimento global ou se simplesmente muita saudade dos amigos e da família que causaram uma mudança no padrão de ventos desta área do Atlântico. Aqui que é geralmente o corredor perfeito de vento para levar ao Caribe nesta época do ano. Mas especificamente nos dias que empreendemos a que seria nossa maior viagem de todas, o vento mudou.Veio do Sul criando uma confusão no mar. Dentro da nossa filosofia de vida a bordo respeitando aonde o vento quer nos levar, vimos que tudo queria nos levar para Fortaleza!
Por que não? Depois de 11000 milhas nauticas percorridas e 12 paises visitados nos ultimos 2 anos e meio, talvez seja a hora do nosso Casulo conhecer o Brasil aportando em Fortaleza. Vai ser nossa chance de compartilhar com vocês um pouco mais da nossa experiência e agradecer pessoalmente a todo o apoio emocional que vocês nos deram durante esta empreitada que com certeza tem sido a mais complexa de nossas vidas.
Mas este não é email de conclusão do projeto. Pelo contrário, nos sentimos mais preparados para continuar a partir da breve pausa que faremos aí. A idéia é subirmos para o Caribe em algum momento de Janeiro, de novo, dependendo das condições de vento.
São tantos dias a bordo que nem lembramos direito o que é terra! A previsão de chegada é no dia 26 a tarde ou no dia 27 de dezembro pela manhã. Estamos com o iridium a bordo o que nos permite enviar e receber emails uma vez por dia através de uma conexão beeeeem lenta.
Nossa posição neste momento é : Latitude 10 graus 30 minutos Norte , Longitude 29 graus  3 minutos Oeste. Estamos a ç;1023 Milhas náutcas de distância.

Preparando-se para a grande travessia

Monday, December 14th, 2009
Pretendemos sair no dia 15 ou 16 de Mindelo (Ilha de Sao Vincente) Cabo Verde aonde paramos para abastecer e esperar um padrão melhor do vento. Agora estamos motorando e a bandeira do Casulo nem se mexe.
Conseguimos encontrar uma praia de areias branquinhas na ilha do Sal aonde se desenvolve um grande complexo turístico. Só o hotel Rio tem 2000 leitos para acomodar os Europeus que vêm a procura do sol. Ao desembarcarmos em Santa Maria, descobrimos uma vida paralela sofisticada e movida a Euro. Nada a ver com a pobre cidade de Palmeira ou mesmo Espargo. Fomos convidados pelo Dennis para jantar no hotel que ficava na praia aonde estavamos ancorados. Foi uma noite maravilhosa para celebrar a etapa que foi magnificamente concluida com a ajuda dele e marcar o início da etapa seguinte e mais longa.

Ele foi embora na noite do dia 13 e ficou um grande vazio no Casulo. Devíamos já estar acostumados a partidas, depois de tantas… mas sempre parece que ficamos faltando um pedaço.

Como o Tomaz não pode mais nos acompanhar, faremos sozinhos o resto da viagem. Não vai ser fácil mas vai dar tudo certo!
Quase que desviávamos e íamos para Fortaleza, mas depois de ponderar e ponderar, os ventos não estavam ajudando e achamos melhor voltar para a rota pré-estabelecida. Nosso ponto planejado de chegada no Caribe é Barbados. Temos ainda 2200 milhas náuticas para percorrer.
As crianças estão super bem. Luana está lendo tudo o que pode no barco. Marina, por falta de opção, também vai ter que ler. Eu e o João estamos com umas idéias de trabalhar mais no projeto Casulo.

Ilha do Sal

Sunday, December 13th, 2009

Este vai ser grande porque o contraste do pisar em terra depois de tantos dias no mar, aflorou os nossos sentidos e ficamos cheios detalhes para compartilhar com vcs.

Finalmente chegamos a ilha do Sal em Cabo Verde ontem ao amanhecer. O Joao fez com o Casulo viesse só na vela para que adentrassemos a baía desconhecida sem carta náutica na escala detalhada pelo menos à luz do dia. Deu certo! Ele estava morto porque teve que passar a noite em claro super atento a qualquer obstáculo já que estávamos mais próximo à costa. São bóias de pesca, pequenos barcos, rochas levemente aparentes que podem dar sérios problemas. Enfim, sua atenção foi recompensada e chegamos aqui são e salvos para embarcar o Dennis de volta para o Brasil.

Estava me coçando inteira para arrumar o barco depois da maratona de 8 dias no mar! OITO! Imagina como tudo estava de cabeça para baixo. Ligamos o gerador, o dessalinizador de água, coloquei a criançada para estudar, a máquina de lavar pra funcionar e VRUUM comecei a aspirar tudo o que vinha pela frente. Parecia um furacão! Trabalhei muito mas consegui deixar o barco mais vivível.

Enquanto a revolução acontecia aqui dentro, o João e o Dennis desceram na ilha para dar entrada nos papéis e no visto. Voltaram escandalizados! Nós esperávamos a ilha pobre mas não paupérrima! Eles disseram que tudo era caríssimo e precário apesar da moeda não valer nada. Aqui eles usam o escudo de Cabo Verde. 110 equivalem a 1 euro.

A ilha do Sal não fica nada a dever a mais pobre cidade do interior do Ceará. Como parte da experiência de conhecer outras culturas, resolvemos sair para jantar por lá sabendo que não íamos conseguir nada melhor do que um PF de restaurante de beira de estrada do Nordeste. Saímos às 5 horas da tarde com um catraia, como me ensinou o Dennis, barco táxi! Nosso taxista chamava-se Grilo e já estava totalmente melado antes do anoitecer. Fui na proa do seu barquinho de madeira com a mão esticada pronta pra evitar qualquer choque com os outros barcos que calmamente ancoravam na baía esperando a hora de cruzar o Atlântico. O Grilo com sua pele escura reluzente e dentes amarelos fala um português enrolado aonde mistura espanhol e francês porque usa de todos os recursos para se comunicar com os turistas e fazer uma graninha.

A língua oficial daqui é português mas todos eles falam crioulo entre si. Impossível decifrar qualquer palavra mas é bonito de ouvir. Curto e rápido! Ao desembarcar, levei um choque. Depois de tantos portos Europeus, ficamos mal acostumados. Mas é um bom treino para o que nos espera no Caribe… Subimos a ruela principal aonde todos os olhos nativos nos acompanhavam. sempre chegava um querendo oferecer alguma coisa, um quadro feito de areia, um cinto rastafári, um dvd pirata… Entramos uma van e pedimos para ir para a cidade de Espargos. O motorista da Van era um negão rapper com 10 anéis em cada mão e jaquetas de ouro nos dentes. Sua van tinha os bancos de plástico vermelho e branco e rangia por todo lado. Ao nos sentarmos, ele abre um sorriso e vira um toca dvd para os passageiros. Começa a passar na telinha um clip de música local. Um baticum sem fim acompanhado de umas mulatas rechonchudas em um frenético balançar de quadril. Ficamos mesmerizados no primeiro momento porque o ritmo é tão forte que parece nos deixar em transe. Depois começamos a rir e a nos divertir comentando sobre a opulência das dançarinas crioulas!

Aqui a Africanidade é muito forte e conseguimos rastrear muitas das influências baianas. A paisagem que se desenrolava no caminho revelava uma terra árida e desabitada. Aqui toda a água é dessalinizada e só vivem 7 mil pessoas que dependem quase que exclusivamente do turismo. Ficamos nos indagando quem vem para cá com tantas opções mais interessantes no resto do mundo. A cidade era pequena com pavimentação de pedra e casa baixinhas. Procuramos o MELHOR restaurante da cidade e nos recomendaram uma lanchonete chamada BOM DIA. Depois de desconfiarmos da informação e procuramos por mais uma hora qualquer coisa relamente melhor, resolvemos que o Prego no Prato da lanchonete era a nossa opção mais segura de refeição. Bisteca gordurosa com batata frita e arroz! Voltamos na mesma van que desta vez esperou lotar para partir. A Marina fez a viagem de nariz tampada pelo cheiro forte de cigarro e pinga que exalava dos outros passageiros. Eu, o João e o Dennis tivemos um acesso de riso na van quando imaginamos que o Lagildo era para ter vindo para esta ilha ao invés da polida e moderna Iha da Madeira.

Quando procuramos o nosso taxista do mar, imaginamos que ele devia estar para lá de embriagado às 8 horas da noite. Procuramos uma outra alternativa… Bares cheios o Sábado à noite e ninguém interessado em sair da cachaça para ganhar 2 euros. O João conseguiu fisgar um coitado que cambaleando entrou no seu bote de madeira. O borrachudo mal consegui ligar o motor que ficou pivotando em torno de si mesmo esperando um comando do dono que ainda estava se encontrando. Era rir para não chorar. O homem não conseguia distinguir a gente de um poste, o barco da calçada como é que ia nos levar com as duas crianças. Eis que surge na escuridão do mar, o Grilo que realmente não estava sóbrio mas de tanto fazer aquela viagem, estava no automático e conseguiu nos levar a salvo para o Casulo. Depois de tanto tempo no mar, morrer em um trajeto de bote não ia ter muita graça… Descobrimos que tem um ¨oásis¨ turístico aqui chamado Santa Maria aonde ficam todos os hotéis que justificam aqui a existência de um aeroporto internacional.

Vamos amanhã ancorar por lá e descobrir se existe algo além de ¨Irauçuba¨na ilha do Sal.

Primeiro post do Iridium

Wednesday, December 9th, 2009
Muita agua ao redor e um telefone possante que se conecta a um satelite e nos permite chegar juntinho de vcs. Este é o primeiro post via Iridium.
Faltam 274.5 milhas nauticas para chegar na ilha do Sal em Cabo Verde. Estou sonhando com o barco parado e seguro em uma baia tropical depois de tanto tempo na Europa que já invernava. O Dennis tem sido uma ajuda em tanto e curte ficar no leme a noite inteira ouvindo o barulho gostoso do mar e observando o céu estrelado. .Fomos visitados por golfinhos que alegraram nossa tarde.DSC01347
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DSC01373 Ele parte de Cabo Verde para passar o Natal em casa. Noticia maravilhosa é que o Tomaz vem para nos ajudar. Ele chega no dia 14 e vamos juntos fazer a parte mais longa da viagem 2000 milhas nauticas que pretendemos fazer em 16 dias.
Vamos chegar bem pertinho do ano novo. Aportaremos em Barbados e de lá vamos para as Grenadinas.
Hoje comemoramos o aniversario da Marina com bolo de pão de queijo e transformamos um Casulo em um salão de beleza como ela gosta! Estamos todas de unhas pintadas, cabelos massageados e felizes. Ninguém aguenta comer muito porque o embalo do mar é grande então a comemoração de verdade fica adiada para o outro lado do Atlântico!

Ilhas Canárias

Friday, December 4th, 2009

São 2 milhões de habitantes que escolheram viver entre a África e Europa. A temperatura é incrivelmente amena para começo de Dezembro. Paramos na ilha Gran Canária cuja capital é Las Palmas. Deu para ver pouco da ilha porque com a travessia tão próxima fica difícil fazer turismo. Trabalhei sem parar para organizar o fim do ano letivo das crianças. Enquanto isso, nossa tripulação trabalhava ativamente organizando a primeira comemoração improvisada do aniversário de 8 anos da Marina. Fomos premiados com a visita da Alice e do Dennis. A alegria rolou no Casulo enquanto nos preparávamos mentalmente para a travessia.

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O Dennis veio para nos ajudar na passagem do Atlântico e trouxe com ele o inseparável violão. Soubemos há pouco que há uma epidemia de dengue em Cabo Verde e isto dificulta a nossa parada por lá. Mas também com todos os adiamentos que tivemos que fazer acabamos nos separando dos outros barcos que havíamos planejado cruzar juntos e faremos sozinhos. A previsão são de 20 dias no mar e isto acaba pegando o Natal. Dennis volta de Cabo Verde e nos passaremos o aniversário de 8 anos da Marina e Natal no mar.  A Tia Alice aproveitou para ensinar para as meninas como fazer bijouterias e elas ficaram ocupadas a tarde inteira. À noite, ficamos todos ligados fazendo as últimas tarefas online porque agora vai demorar a ficar conectado. Só paramos para cantar os Parabéns! 

   

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