Pit Stop
Quando paramos em uma marina, aproveitamos para resolver tudo o que podemos em terra. Desta vez, o problema da hélice tomou quase todo o tempo do João. São muitos elementos para garantir que ela não caia de novo. Um parafuso teve que vir do Japão, outras peças da Holanda e outras da Inglaterra.
Neste interim, não adianta reclamar, tem que ser criativo e aproveitar as facilidades de estar em terra.
Marinas podem ser consideradas clínicas ou spas para barcos. Aqui limpamos, consertamos, organizamos tudo que não conseguimos fazer nas ancoragens. No primeiro dia, fiz 4 máquinas de lavar roupa. Todos os dias fazia 3 ou 2 até que finalmente hoje domingo, fiquei sem fazer! Mas a pilha de roupa suja está acumulando…
Enquanto ficamos aqui, são 5 pessoas comendo todo dia e a geladeira e os armários aonde estocamos comida se reduzindo. Tínhamos que fazer supermercado! Depois de mil desculpas, resolvemos fazer no sábado à noite. 20 minutos de caminhada para chegar lá e para trazer as compras? E todas as garrafas de água e sucos? O João pensou em uma gambiarra. Amarrar o carrinho de transporte que temos na bicicleta e colocar a super mochilla carregada para no meio para equilibrar. Ficou um arraso!
O triciclo mais útil que podíamos ter. Eu ria tanto no caminho que valeu!
Ainda não sabemos quando vamos poder partir. Sem hélices, estamos sem asas.

October 20th, 2009 at 12:06 pm
Alou família do Casulo,
Adorei receber notícias de vocês. Já coloquei um link na seção Radar, aparece lá e procura o blog Navegar Entre as Estrelas do português Conde.
Bons ventos sempre,
Hélio
de bordo do MaraCatu
em Angra dos Reis