Depois do peixão, a isca continuou na água
Nunca se sabe, não é? Depois do peixe enorme que ainda não sabemos se era peixe-espada ou marlin branco (quem tiver opinião formada, pode nos esclarecer!), a isca rabala continuou na água e pegamos mais um peixão.![]()
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O freezer está de fato lotado e não sabemos mais o que fazer com tanto peixe. Quando chegamos em Ibiza, o João resolve ir ao mercado e vender pelo menos uma parte. Ele olha os peixes em exposição e nem se comparam com o nosso fresquinho e enorme. Chega para o primeiro barraqueiro e diz que pescou um peixe-espada. O vendedor imediatamente se interessa pois ele consegue vender por €26.00 o quilo! Negociam o preço até que o vendedor pergunta para o João se ele tem nota fiscal do peixe. “Nota fiscal? Mas eu não vivo disso.” Sem nota fiscal, o cara não fez negócio. Nem um dos outros peixeiros queria comprar sem nota. O João ainda sugeriu para um: “Quem sabe eu não faço permuta com um restaurante?” O peixeiro muito educadamente retrucou: “Se fizer, eu denuncio o restaurante. Eu vivo disto, pagando meus impostos. Por que, o restaurante vai querer driblar e escapar de pagar IVA?”
Ficamos impressionados com o senso cívico. Imagina no Brasil, os pescadores emitindo nota fiscal sobre os peixes. Imagina os barraqueiros exigindo nota e legalização das mercadorias.
Como o produto da pescaria do capitão não foi vendido, tivemos que comer peixe no café-da-manhã, no almoço e no jantar!
