Uma família brasileira pelo mundo

Muita emocao para uma noite soh

Ontem resolvemos dividir o grupo. as criancas ficaram comigo estudando para aproveitar a calma no barco, bem atracado e sem tanta coisa acontecendo simultaneamente. Os adultos foram explorar as diversas vistas da cratera do vulcao de Santorini.

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Tudo transcorria normalmente. Aproveitamos o carro para fazer supermercado no entardecer enquanto todo mundo dava uma re-energizada para enfrentar a balada de Santorini. Encontrar al;go que satifaca de 7 a 70 anos nao eh facil!
Enquanto arrumavamos os carrinhos, a Luana resolve brincar nas pedras sozinha. Queria um tempo para pensar. Legitimo! Aqui as criancas tem uma rara liberdade de sair para explorar dentro do nosso alcance visual. Mais ou menos, vai… Ela se empolgou e comecou a se afastar, pedra adentro, cais a fora. Quando nos damos conta, “Cade a Luana?” Ninguem sabe, ninguem viu. Coracao a mil, comeca a vir na cabeca mil estorias de criancas desaparecidas de estorias de terror para qualquer mae. Joao procura de um lado, eu do outro, a Marininha de outro tentando cobrir todas as areas possiveis. Depois de minutos que pareciam interminaveis, apareceu a margarida!  Sua aventura insolita foi o suficiente para ficar de castigo a noite toda. Como manter a inocencia sem ceifar a liberdade? Como orientar sem tolher? Enquanto ficavamos com estes dilemas, o Joao vai arrumar as cordas do barco (No barco cada corda tem um nome proprio e para os velejadores que leem este blog, chamar tudo genericamente de corda eh um atestado de ignorancia senao de desrespeito. No meu caso, ignorancia pura mesmo.) Enquanto ele arruma, ele solta o dinghy (carinhosamente chamado pelo Olavo de barquinho) e nao amarrou direito. Na hora de sair, o Olavo procura o barquinho sem encontrar e avisa “Capitao, levaram o barquinho!” Os dois comecam a correr no pier as 11 horas da noite procurando o dinghy que jah ia alegremente levado pela correnteza para o alto mar. Sem hesitar, Joao tira a camisa e pula no mar sem se dar conta no escuro da mancha de diesel que caia dentro. Esquece e mira no dinghy. Bracadas depois, ele conseguiu subir no barquinho fujao e voltou remando para o Casulo. Eta, estoria! Um bom banho de phebo preto para tirar o excesso de oleosidade (rs!) e pronto para outra aventura. A D. Ednir soh suspirava e dizia: “Eh muita emocao para uma noite soh!” 

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