Friday, June 25th, 2010

O Casulo foi super bem recebido na Florida com doca particular.

Pude reencontrar a minha amiga queridissima Becky com sua mãe Linda e os filhos Ethan e Kate. Tivemos que conversar 25 anos em 2 dias!

Crianças indo para o Camp.
Mary Lou e Jessica na frente do Casulo. Passamos dias maravilhosos curtindo as nossas novas fases de vida.
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Thursday, June 10th, 2010
We can’t say enough how good it is to reach land after a long journey. We took a lot of chance coming up here with all the odds against Joao’s health. But our Captain is who he is and he would not rest until he saw his family and Casulo safely tucked in. It could not have been better… Our wonderful friends Fred, Colleen and Megan kindly offered their dock in Fort Lauderdale to be Casulo’s berth while Joao goes back to Brazil to do all the exams he has to. Luana and Marina felt like home at Guido’s family household. It is a great sensation to feel safe and welcomed.
I will make an effort to write the blog in English and Portuguese (like I already do not have enough things to do!

But I would like to share with our friends who can’t speak Portuguese yet! Luana and Marina’s English is becoming better than mine and please forgive any mistakes I make along the way, or the perfectionist which is in me will not allow me to do it in English.
We have a huge to do list for Casulo in Florida but we have not managed to do much of it because we have been enjoying urban life so intensively. Full time Internet, a/c, take away food and sat tv are all a bit overwhelming for us who were used to very little in the Caribbean. But like Joao says, the contrast is what make each little thing more enjoyable and what contrasts we have been exposed to recently.
Our next plans are all hanging on, waiting for Joao to come back. If everything is ok, then we move on up the East coast.
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Thursday, June 3rd, 2010
Mal podemos acreditar que acabou a nossa temporada do Caribe. Acho que ela acabou mesmo desde o dia que o João teve a crise mas achamos que podíamos resolver logo e a experiência de esperar para sempre na Martinica nos provou que nao seria tao simples assim. Dentro das nossas condições, acho que conseguimos aproveitar muito mais do que esperávamos. San Martin para nos, foi uma decepção, pela falta de bons lugares para ancorar e curtir as enseadas. As ilhas virgens britânicas, por outro lado, foram uma agradável surpresa com ancoragens belíssimas e lugares ainda exclusivos, talvez por estarmos avançados na estacão que geralmente acaba em maio. Turk e Caicos também se revelou muito interessante com os contrastes abruptos de profundidade que criam pontos privilegiados de mergulho. Agora, Bahamas foi uma revelação! Queríamos passar direto mas nao conseguimos. As EXUMAS (pronuncia eczumas) foram um espectáculo a parte e fizeram valer todo o sufoco que foi para chegar ate la. Foram quatro dias de passagens diarias para cruzar o estreito da Florida porque atravessar as Bahamas e velejar por cima de um grande banco de corais ou areia. Velejar a noite eh impossivel! Encalhamos pela primeira vez em uma mare baixa sobre um banco de areia de pequena extensao e fomos libertados gracas a variacao da mare sem nenhum dano para o CASULO mas a tensao foi grande. Chegamos a velejar com apenas 40 cm abaixo do nosso calado. Deu medo.
Encontramos pessoas maravilhosas neste caminho que foram nos abrindo portas e dando muitas dicas para aproveitar mais o que tinha pela frente. Vida de barco eh assim. Esta troca com velejadores eh a melhor fonte de informação e conseguimos aprender muito uns com os outros. Fizemos o trecho da Florida com uma família canadense com quatro crianças que passou um ano inteiro apenas nas Bahamas!
Vou postar em breve as melhores fotos deste ultimo trecho que fechou com chave de ouro nossa temporada no Caribe.
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Wednesday, June 2nd, 2010
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Monday, May 17th, 2010
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Sunday, May 16th, 2010
Amigos, mil razões para a falta dos blogs. Um dia conversaremos e vcs entenderão tudo! Agora vamos postar as últimas para vocês saberem que estamos todos bem.
Com o problema do João, decidimos levar o barco para a Florida enquanto ele vai para o Brasil. Começamos a conversar com o Fred, amigão do Olavo que começou a nos dar várias dicas e também se empolgou para comprar um catamarã. Conversa vai, conversa vem, o João lança para ele o desafio de fazer uma travessia conosco das ilhas virgens até Turks & Caicos (eu nem sabia que existia este lugar!) Para nossa surpresa, o Fred aceita de imediato e embarca no dia seguinte para Tortola.
Com ele a bordo, nos sentimos mais seguros e comecei a finalmente VER o Caribe que havia imaginado. As ilhas virgens britânicas são realmente belíssimas. Areia branquinha, água transparente, corais rasinhos e praias desertas apesar da profusão de veleiros de charter.

Começamos juntos a travessia que seriam quase 500 milhas. No primeiro dia, depois que me viu fazendo a âncora, o Fred se ofereceu para assumir. Quando vi que ele estava demorando, resolvi ajudar e já fui falando: Cuidado com o dedo!
Debruçado sobre a âncora, ele responde aflito: Agora já foi!
Eu fiquei branca! Apavorada com a cena do dedo esmagado entre o peso da âncora de 35 kilos suspensa. Como sempre, eu saio com meu grito clássico: Joãaaaaaaaaao! Lá vai o João para tentar salvar o que sobrou. O Fred estava super calmo e os dois conseguiram com muita paciência e força, soltar o dedo praticamente guilhotinado. Teste número 1 para o Fred.
Na viagem, o capitão resolve soltar o molinete para experimentar um peixe fresco. O resultado não foi nada mal.
Diferente da tripulação que veio para Barbados com o chefe Felipe que cozinhava até com o barco a 12 nós! Eu só preciso de um ventinho para passar mal e pifar na cozinha. O maravilhoso mahi mahi foi feito no forno pelo João e o resto todo congelado para mares menos bravios.
A viagem prosseguiu firme com o Casulo voando com a parasailor toda enfurnada. Tivemos que ficar no motor para reduzir a velocidade e chegar no amanhecer porque esta região é conhecida pelo corais rasos que de repente surgem de fossas marinhas. Uma hora estamos a 700 metros de profundidade e no instante seguinte a 5!
Finalmente chegamos a Turks & Caicos que é um território britânico famoso pelos mergulhos submarinos. É um arquipelágo de ilhas arenosas e baixas cercadas por plataformas de corais. Chegou a hora do Fred voltar para a realidade, como ele pontuou. Vôo direto de Providenciale, principal cidade de T & C até Miami pela AA.
O período com o Fred foi sensacional. Harmonia total no barco. Uma pessoa tranquila, sensata, inteligente e sensível! Parecia que havíamos sempre nos conhecido. Agora ele não é mais só o amigão do Olavo, virou CASULOSO total.

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Thursday, May 6th, 2010
Depois de tanto tempo na Martinica, o Casulo começou a velejar novamente. Passamos por St. Martin rápido para nos despedirmos do Santa Paz e do Pajé que vão se proteger da temporada dos furacões no sul do Caribe e para desejat boa sorte para o Ephemerus e o Plankton que partem para a grande travessia transatlântica com destino a Europa. Conhecemos o Roni do Luar que também vai levar um catamarã para o mediterrâneo.
St. Martin é uma movimentada ilha que é compartilhada pela Holanda e pela França. É um ponto de partida para a Europa e último lugar de abastecer antes da travessia. As lojas são movimentadíssimas e os supermercados fazem a festa com todos os barcos que param por lá para encher os porões. Não conseguimos curtir muito a ilha porque tivemos o incidente com a hélice novinha que compramos em Portugal. A hélice retrátil caiu! Caiu em plena travessia. Foi uma chateação ter que encontrar peças e substituir. O João teve que virar o Casulo de cabeça para baixo para encontrar um espaçador sem o qual a instalação não funcionaria. Acabou não encontrando, mas conseguiu arrumar todos os espaços e ter uma noção do que temos para futuras emergências. Ainda temos que descobrir o que causou isto porque não houve nada que tivesse prendido na hélice que pudesse danificá-la. Estamos agora com uma hélice retrátil e outra fixa até resolvermos. Continuamos a velejadas leves rumando para a Flórida.
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Tuesday, April 20th, 2010
Ainda estamos em Martinica. Completamente diferente do planejado. Nesta época do ano, já devíamos estar pertinho das Bahamas. Mas ninguém contava com a série de imprevistos que aconteceram ao longo do caminho, principalmente o problema de saúde do João que ainda não temos diagnóstico preciso. Sentamos e resolvemos colocar tudo na balança. O sistema de saúde da Martinica é muito amarrado e muito L-E-N-T-O. Levamos quase um mês para conseguir uma consulta com um especialista porque não era um caso de urgência. Se levar este mesmo tempo para fazer os exames principais, teremos que nos mudar para a Martinica e acarretar com as consequências do barco ficar aqui para a temporada dos furacões. Resolvemos partir depois da consulta com os medicamentos necessários para qualquer eventualidade. Temos que sair da zona dos furacões até o final de junho e ainda temos um caminho longo a percorrer que depende muito das situações climáticas.
Nicole já chegou sã e salva no Brasil apesar do massacre da viagem e deixou um grande vazio a bordo. A temporada dela conosco foi maravilhosa e as meninas ganharam uma irmã mais velha! Ela chegou aqui sem comer fruta e verdura mas depois que soube que no jantar com um amigo, ela experimentou tudo sem fazer careta, resolvemos ousar um pouquinho mais também. Ela experimentou foie gras, quiche de espinafre, macarrão com brócolis, camarão tailandês! Neste período, ela conheceu gente da África do Sul, da Suiça, dos EUA, da Nova Zelândia, do Canadá, da França, da Alemanha, da Inglaterra e da Polônia! Aprendeu sobre a filosofia Rasta, sobre dominação colonial no Caribe, sobre a vida a bordo, sobre super yachts, sobre Percy Jackson, sobre alternativas de carreira e até sobre diverticulite!

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Monday, April 12th, 2010
Nossa expectativa em Martinica era de apenas 5 dias. Consertar o dessalinizador, fazer os exames do João e partir para Dominica. Mas uma vez, coisas foram acontecendo e o rel[ogio foi parando e prolongando nossa estadia por aqui. Tivemos a maior sorte de conseguir um lugar na marina de Le Marin na frente de uma família francesa/alemã. Sabe aqueles encontros ao acaso que se percebe que o outro está na mesma frequência? Thierry e Chrissy com seus filhos Mael e Elea partiram da França no ano passado e estão fazendo o mesmo percurso que nós em um catamarã Dean da África do Sul. O Thierry levou dois meses para trazer o barco da Cidade do Cabo pois o capitão do barco e o imediato ficaram envenenados ao tratar um peixe durante a travessia. Eles queriam morrer! tiveram que parar em Dakkar para serem socorridos. Um drama para a primeira viagem. Thierry era advogado e como João nunca tinha velejado. Teve o sonho com a família de mudar, planejaram e hoje moram a bordo. As crianças deles falam alemão e francês e as nossas português e inglês mas mesmo assim conseguem se comunicar e brincam muito juntos. Conseguem negociar tudo até em que língua vão assistir um filme!


Thierry e Chrissy se ofereceram para ir com o João fazer os exames. Primeiro foram em um hospital aonde fizeram a consulta. O médico praticamente esmurrou a barriga do João sem conseguir que ele sentisse dor. É uma doença estranha que só se manifesta em crise. Sem condições de diagnosticar, o médico pediu uma tumografia computadorizada. Depois de irem a duas clínicas com a máquina quebrada, João desistiu. A Chrissy que ia apenas para acompanhar, resolveu fazer uma consulta também para investigar uma dor antiga que ela tem na barriga. Quando o médico pressionou com mais força no abdomen dela, ela quase bate no médico! Resultado é que ela terá que fazer uma pequena cirurgia amanhã para detectar o que pode estar causando a dor. Eu e o João nos colocamos no lugar dela, tendo que ficar no hospital e as crianças? Desta vez, foi a nossa vez de nos oferecermos para ficar mais um pouco para ajudar com as crianças enquanto ela tivesse fazendo a cirurgia. Resultado é que o tempo foi passando, a chuva foi chegando e ainda estamos por aqui na Martinica!
Nesse meio tempo, tivemos a sorte de conhecer o Mário que com sua esposa Paula estão também velejando há um bom tempo. Depois de terem certeza que este era o estilo de vida que queriam (Mário deu muita sorte porque a Paula além de cozinhar super bem ainda veleja e faz kitesurf!), resolveram passar para um barco maior e depois de procurar pelo mundo todo o barco certo, encontraram um Lagoon 55 aqui na Martinica. Mário está fechando o negócio enquanto a Paula voltou para a Nova Zelândia para colocar o primeiro Pajé à venda! É um trabalhão principalmente estando os dois separados, mas eles estão dando conta direitinho. O tempo no mar deixou-os descolados e em breve o novo Pajé vai estar delizando por este mar do Caribe. Ele e o João se deram muito bem e o encontro com ele foi mais um presente por estar em Martinica.
Ainda aqui, alugamos um carro e fomos visitar o Santa Paz em outra ancoragem. A brasileirada da Martinica comemorando o domingo de Páscoa! Luana e Marina ficaram radiantes por reencontrar a Clara e a Juju e nós te podermos passar mais um tempo com a Sandra e o Lucas antes deles partirem para San Martin.
Enquanto isto, continuamos fazendo as lições de casa, arrumando o barco, consertando um vazamento que apareceu e estudando a BOVESPA! A Nicole conseguiu decidir a volta para poder fazer o curso para tripulação de superyatchs e conseguir o visto para os EUA no Brasil. Depois de quase perder uma passagem só porque tinha uma conexão em Puerto Rico (em visto americano, brasileiro nem sobrevoa!), ela teve que fazer uma ginástica para encontrar um voo de volta para Fortaleza que fosse menos de 33 horas de viagem.
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Sunday, March 28th, 2010
Pelo menos para mim, é indissociável pensar em Martinica sem pensar na Chiquita Bacana e aquela marchinha de carnaval. A Martinica mudou muito desde então mas continua sendo um paraíso tropical com bananas a preço de bananas!
A distância de St. Lúcia para Martinica são apenas 20 e poucas milhas. Praticamente nada de barco, porém tudo mudou! É um país novo (território Francês), com outra moeda (Euro), outra língua (Francês, óbvio!) e outra cultura a parte do restante do Caribe. Aqui voam todos os franceses que querem um lugar ao sol. O turismo náutico é fortíssimo e nunca vimos tantos barcos juntos no Caribe como na marina Le Marin.
Estamos esperando o conserto do dessalinizador que está marcado para depois de amanhã. Enquanto isto, procuramos um gastroenterologista para o João. Ao pararmos, descobrimos um vazamento na cabine da Nicole. Para nosso espanto, também descobrimos que clonaram meu cartão de crédito fazendo uma festa às minhas custas na Best Buy nos EUA.
Não é só em terra firme que os problemas afloram…
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